15/10/2022
A missão da prática farmacêutica é prover medicamento e outros produtos e serviços para a saúde e ajudar as pessoas e a sociedade a utilizá-los da melhor forma possível” (Relatório OMS, pág. 4, 1996) Até o início do século XX, o farmacêutico era o prof i ssional de referência para a sociedade em relação ao medicamento, atuando e exercendo inf l uência sobre todas as etapas do ciclo do medicamento. Nesta fase, além da guarda, distribuição e dispensação do medicamento, o farmacêutico era responsável também pela mani-pulação de, praticamente, todo o arsenal disponível (GOUVEIA, 1999).
Num primeiro momento, houve um afastamento do farmacêutico desses esta-belecimentos.
Com o passar do tempo, percebeu-se que ao médico cabe a responsabilidade pelos resultados da farmacote¬rapia e, ao farmacêutico, fornecer serviços de supor-te adequados e conhecimentos especializados sobre a utilização do medicamento.
Segundo Bonal (2001), o farmacêutico é o último prof i ssional a intervir antes que o usuário tome seu medicamento, o que o coloca em uma posição de autoridade que deve ser aproveitada em benefício das pessoas assistidas pelo sistema de saúde.
Percebendo essa oportunidade, na década de 1990, Hepler e Strand, nos EUA, propõem um novo modelo de atuação centrado no paciente, denominado Atenção Farmacêutica.
Desta forma, o caminho a ser preconizado para que as farmácias passem a ser caracterizadas como estabelecimentos de saúde é a prestação de uma assistência farmacêutica efetiva, na qual o farmacêutico seja o principal agente na garantia do uso seguro e ef i caz de medicamentos pela população.