24/12/2025
Na véspera de Natal,
há um silêncio que não aparece nas luzes,
nem no brilho dos enfeites.
Ele mora nos espaços vazios da mesa,
nos nomes que não são mais chamados,
nas cadeiras que permanecem inteiras,
mesmo sem quem as ocupe.
Só quem ama e perdeu reconhece esse peso —
um nó no peito que não pede explicação,
apenas respeito.
Mas entre a dor e a saudade,
algo insiste em permanecer:
o amor que não morreu com a ausência,
a memória que aquece mesmo quando dói.
E talvez seja isso o Natal para os corações em luto:
não a festa que se espera,
mas a coragem silenciosa de continuar amando,
mesmo quando o coração aprende
a celebrar com lágrimas
e esperança.