12/04/2017
Julieta Jerusalinsky é psicóloga, mestre e doutora em psicologia e especialista em estimulação precoce.
Neste vídeo ela apresenta o tema melancolia na infância.
A infância é o momento da vida do sujeito, em que experimenta o vir a ser. Nas brincadeiras a criança tem a possibilidade de vir a ser inúmeras coisas (astronauta, professor, aeromoça etc) sem o peso do real, sem ser uma obrigação. Momento onde se anseia um futuro para si. E qual é a importância de dizer não a uma criança? É apenas se limitar ao autoritarismo? E é necessário contar sobre as situações que causam tristezas nas pessoas para os pequenos?
Na atualidade, por conta dos pais trabalharem fora de suas casas, privando seus filhos do convívio diário, aqueles decidem dar ao seus filhos várias tarefas como aulas de esportes, música, teatro, línguas e brinquedos da melhor qualidade, para suprir a sua falta. Provocando em suas crias um cheio completo de vazio. Vazio de afeto, atenção, presença e interesse.
Ao poupar as crianças de experimentarem sofrimentos da vida (não contanto, por exemplo, da morte de seu animal de estimação) e privações de suas vontades (comprando tudo o que querem), encontra-se no caminho para a melancolia.
O que é melancolia?
Jerusalinsky, diz na entrevista, que a melancolia é muito mais que uma simples presença da tristeza, existe também a indiferença. O tanto faz.
A melancolia esta presente, em certa parte, nas três epidemias diagnósticas da atualidade são elas: o transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e no transtorno bipolar.
É de extrema importância os pais e responsáveis apresentar as crianças limite. "Até onde eu posso ir?". Para assim a criança desejar, fantasiar.