25/03/2026
Entenda uma coisa, meu bem.
Eu não sou o tipo de mulher que você precisa bloquear.
Parece brincadeira, mas não é. Você tá aí, com o dedo coçando na tela, pensando que vai me dar um lição de silêncio, que vai me deixar no vácuo pra eu aprender “quem é que manda”. Mas eu vou te contar um negócio, e guarda isso contigo: você não tem poder pra me bloquear, porque pra isso eu precisaria estar indo atrás.
E eu não vou.
Não adianta criar cenário na sua cabeça. Não adianta imaginar que eu tô do outro lado da linha ansiosa, esperando três bolinhas digitando, esperando uma notificação que não vem. O seu silêncio não é uma punição pra mim, amor. É um alívio. É o barulho da paz voltando pro lugar.
Eu sei quem eu sou. E sabe o que é pior pra você? Eu sei o que eu mereço.
E eu não mereço migalha. Não mereço homem que me quer igual dieta de segunda-feira: só na teoria, com muito esforço e zero prazer. Você se acha a última bolacha do pacote, mas já percebeu que ela vem quebrada? A última Coca-cola do freezer vem amassada. Gostosa ainda é, mas na hora de escolher, ninguém escolhe a amassada. Ninguém escolhe o que veio faltando.
Você confunde sua ausência com poder, mas não é. Ausência sem reciprocidade não é poder, é fuga. E eu cansei de ser o porto seguro de quem tem medo de mar aberto.
Sabe o mais engraçado? Você provavelmente vai ler isso, dar risadinha com os amigos, postar um stories misterioso com legenda “tem gente que não supera”, e eu vou estar dormindo igual uma pedra, sem nem lembrar que você existe. Porque no fim, não é sobre bloquear. É sobre não precisar.
Não preciso te apagar porque você nunca foi prioridade. Não preciso te silenciar porque você já não ecoava em nada aqui dentro.
Então relaxa, meu bem. Guarda seu block, sua última palavra, seu joguinho de desinteresse. Quem não soma, não subtrai. Some.
Sem reciprocidade? Quem bloqueia sou eu. E não no celular não. Bloqueio na alma. Bloqueio no coração.