29/04/2026
🔬 JORNADA DA AMOSTRA: O impacto do Gel de Ultrassom na Citologia.
Dando continuidade à nossa série , hoje saímos um pouco da Histopatologia para falar sobre um desafio comum na rotina de Citopatologia: as coletas guiadas por imagem.
O ultrassom é uma ferramenta fantástica que nos permite puncionar lesões profundas e pequenas com precisão. No entanto, o processo de coleta introduz um elemento externo que pode arruinar a análise: o gel condutor.
Quando o gel entra em ação, ele é aspirado junto com as células, aparecendo como um material amorfo, granular, de coloração anfofílica (roxa/rosada) que se espalha pelo material.
O grande problema? O gel recobre a morfologia celular, impedindo que o patologista avalie detalhes cruciais para diferenciar uma inflamação de uma neoplasia, por exemplo. Em muitos casos, a quantidade de gel é tanta que a amostra se torna inconclusiva, exigindo uma nova coleta e gerando frustração para o clínico e para o tutor.
Como clínico, o que você pode fazer?
A dica é simples, mas crucial: Após o imaginologista localizar a lesão, antes de introduzir a agulha, limpe o local da punção para remover todo o gel da pele. Uma limpeza com álcool após remover o grosso do gel ajuda a garantir que a agulha entre limpa.
Lembre-se: O diagnóstico patológico de excelência começa com uma coleta cuidadosa e livre de contaminantes!
Gostou da dica? Salve este post 📌 para consultar antes da sua próxima PAAF guiada e compartilhe com os colegas!