29/10/2025
Viver pede limite. A pele, camada entre mundo interno e externo, órgão maior do corpo, tem um recurso protetor; marca um limite.
A pele identifica, carrega marcas. Nem sempre é fácil habitar a própria pele. Não é sempre fácil lidar com nossas limitações.
A pele notifica, alarma, dá sinais. Culturalmente inclusive sinaliza quem morre, quem mata, quem enriquece e quem serve. Não, a vida não é só encantamento e flor.
Mas, das maiores e melhores (inclusive prazerosas) formas que estudei, descobri e senti de me rebelar - sim, me revelar -, meu ato de desobediência civil, meu protesto em meio a tanta covardia, abuso, apagamento histórico, marginalização, invalidação, questionamento, hiperssexualização de corpos femininos foi e tem sido: morar dentro de mim e me dar o direito.
Direito ao prazer que nos roubaram. Direito aos espaços que nos negaram. Direito aos territórios que destruíram. Direito à cultura, à espiritualidade, à medicina, ao exercício de ser e fazer. Direito ao movimento, direito ao deleite, direito ao descanso.
Direito à vida. Viver é sagrado.
Estar hoje, sentindo tudo o que sinto e amando a tudo que amo com a história que vem atrás de mim é uma vitória. Para mim, para os meus.
E nem só de tristeza e dor se fazem manifestos.
Meu manifesto hoje é viver. Honrar a vida com uma verdade bem estampada.
Meu manifesto hoje é viver e retomar o meu poder.
Imagens da de cerimônias que conduzi nesse ano 💖