30/04/2019
Vivemos em uma sociedade capitalista. (Nossa, que descoberta!)
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Não, não estou descobrindo nada, no entanto, algumas consequências desse sistema precisam ser clareadas por aqui.
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O fato de vivermos em uma organização social como esta, nos coloca em um lugar de deficiência. Ao priorizar algo, acabamos tendo que abrir mão de outra coisa, essa é a essência deste sistema atual. Em uma sociedade onde o ter se sobrepõe ao ser, acabamos deixando de considerar prioridades que são inerentes à nossa existência.
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Quantas semanas você passou sem dar um abraço? Quantos meses você passou deixando de fazer um passeio com quem você ama? Quantas noites você passou sem dar um beijo ou fazer s**o com parceiro ou parceira porque deveria acordar cedo no outro dia?
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Não devemos pensar que a única solução é acabar com o sistema promovendo uma guerra. O sistema está dentro da gente, nós o mantemos. Talvez o primeiro passo, seja, ao invés da moeda de troca ser o dinheiro, ela algumas vezes seja a reciprocidade de sentimentos, emoções, cuidado, afeto, amor, desejo, positividade, mimos e sinceridade.
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Talvez devêssemos nos colocar no nosso lugar, num lugar dentro da gente, resgatar nossos desejos observar nossas necessidades e depois desse exercício, colocarmo-nos no lugar do outro e transformar esse exercício numa prática permanente, dessa forma talvez conseguir pagar os boletos sorrindo, sabendo que eles não são sua única prioridade.
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