25/01/2021
Jogos digitais ganharam muita popularidade entre jovens e adultos na última década. Na economia mundial, em alguns segmentos da indústria, o faturamento anual chegou a US $ 1,9 trilhão em 2017. Toda essa popularização aconteceu graças ao avanço tecnológico e à maior acessibilidade dos jogos digitais em diversas plataformas como smartphones e computadores, não limitando o acesso a apenas consoles de videogame. Assim, os jogos digitais passaram a ganhar outras aplicabilidades além do lazer, como a gameterapia, que auxilia no tratamento de algumas doenças e disfunções motoras e psicológicas. Essa associação entre tratamento e entretenimento por meio de jogos digitais, inserindo o indivíduo em um ambiente de realidade virtual, pode ser aplicada em diversas áreas da saúde, como psicologia e reabilitação. Portanto,a neurociência desempenha um papel importante na pesquisa da aplicação e desenvolvimento de jogos digitais para cada finalidade.
Maior estimulação de componentes cognitivos como tomada de decisão, atenção dividida e memória de trabalho, decorrentes das demandas cognitivas exigidas pelo jogo. Jogos desenvolvidos mostraram que depois de testar 187 jovens que tinham algum transtorno de ansiedade ou depressão, 44% daqueles que completaram pelo menos 4 do total de 7 módulos do jogo se recuperaram. Além de jogos concebidos exclusivamente para ajudar a tratar os sintomas de ansiedade, depressão e outras doenças, os jogos de estilo casual também são indicados para problemas do mesmo tipo em horários controlados. Além dessas aplicações, ferramentas como óculos de realidade virtual que projetam um ambiente virtual tridimensional que oferece maior imersão para o indivíduo podem ser utilizadas para a dessensibilização de fobias, como andar de avião, por exemplo.
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