Chapa 13 Confluências de Minas

Chapa 13 Confluências de Minas Movimento Social, Político, reivindicatório de Profissionais de Psicologia de Minas Gerais.

________________________________________🌿 Psicologia, território e Bem Viver: não há cuidado sem chãoAs Referências Técn...
19/04/2026

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🌿 Psicologia, território e Bem Viver: não há cuidado sem chão
As Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) junto aos povos indígenas do Conselho Federal de Psicologia, em diálogo com os posicionamentos do Sistema Conselhos, não são apenas um documento orientador — são um chamado ético, político e epistemológico à Psicologia brasileira.
Um chamado para desobedecer.
Desobedecer a ideia de neutralidade.
Desobedecer a universalização da experiência humana.
Desobedecer práticas que, historicamente, serviram mais ao controle do que ao cuidado.
Falar de saúde mental indígena é romper com a lógica individualizante que estrutura grande parte da Psicologia ocidental. É reconhecer que o sofrimento não se explica fora da história, da violência colonial, da expropriação dos territórios e da ruptura forçada de modos de vida.
✨ O Bem Viver nos ensina outros caminhos:
vida em relação, corpo-território, existência coletiva, espiritualidade como dimensão inseparável do cuidado.
Aqui, saúde não é ausência de doença — é equilíbrio entre pessoas, natureza, ancestralidade e futuro.
E o que isso exige da Psicologia?
🌎 Uma atuação territorializada, que não chega impondo saber, mas construindo com.
🌱 Uma escuta implicada, que reconhece os povos indígenas como sujeitos de conhecimento e não como objetos de intervenção.
🔥 Um compromisso com a defesa dos direitos, dos territórios e da vida — dentro e fora das aldeias.
Porque não existe clínica possível em contexto de violência estrutural.
Não existe cuidado onde há expulsão, fome, racismo e negação de existência.
Nesse sentido, as produções do Sistema Conselhos também tensionam a própria Psicologia a se reinventar: ampliar sua presença, inclusive nos contextos urbanos onde vivem muitos indígenas, e reconhecer que a luta por saúde mental passa, necessariamente, pela luta por terra, autonomia e dignidade.
⚠️ Mas é preciso ir além do documento.
Há um risco constante de capturar conceitos como Bem Viver e traduzi-los em categorias técnicas, esvaziando sua potência. Há o risco de uma inclusão institucional que não altera as estruturas coloniais que ainda sustentam práticas psicológicas.
Por

🌱✨Os trabalhadores e trabalhadoras do campo não são apenas força de trabalho — são território vivo, memória plantada e r...
17/04/2026

🌱✨

Os trabalhadores e trabalhadoras do campo não são apenas força de trabalho — são território vivo, memória plantada e resistência em movimento. Suas vidas revelam que a terra não é recurso, é relação. É dela que brotam não só alimentos, mas modos de existir, cuidar e partilhar o mundo.

O *Catálogo de Práticas em Psicologia Ambiental* aponta que, nos contextos rurais, a atuação da Psicologia exige um compromisso com práticas territorializadas, implicadas com o desenvolvimento local e com os saberes populares que emergem da própria vida no campo ([CFP][1]). Isso significa reconhecer que identidade, pertencimento e saúde mental estão profundamente entrelaçados com a terra, com o coletivo e com as formas de organização comunitária.

É nesse chão que o pensamento de Nêgo Bispo nos convoca: não basta incluir os povos do campo nas teorias — é preciso reaprender com eles. Em confluência com a terra, a psicologia deve romper com lógicas coloniais que separam sujeito e ambiente, corpo e território, e construir práticas que nasçam da escuta, da partilha e da reciprocidade.

Falar de trabalhadores do campo é falar de luta por terra, por dignidade, por existência. Mas também é falar de construção de mundos outros — onde o bem viver não se mede pelo lucro, e sim pela possibilidade de todas as vidas florescerem.

🌿 Que a Psicologia caminhe junto, com os pés na terra e o compromisso nas mãos.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (Brasil). Catálogo de práticas em psicologia ambiental [recurso eletrônico]. 1. ed. Brasília: CFP, 2022. Disponível em:https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2022/11/catalogo_praticas_psi_ambiental_web-2.pdf

BISPO DOS SANTOS, Antônio. Colonização, quilombos: modos e significações. Brasília: INCTI/UnB, 2015.

🌿✨ LIVE IMPERDÍVEL ✨🌿Vamos conversar sobre um tema urgente e necessário? 💭📢 Psicologias Indígenas: Descolonizando o Sabe...
15/04/2026

🌿✨ LIVE IMPERDÍVEL ✨🌿

Vamos conversar sobre um tema urgente e necessário? 💭

📢 Psicologias Indígenas: Descolonizando o Saber Psi

Uma reflexão potente sobre outros modos de existir, cuidar e produzir conhecimento em Psicologia, valorizando saberes ancestrais e rompendo com perspectivas coloniais.

🗓 Data: 16/04 (quinta-feira)
⏰ Horário: 20h
📍 Onde: YouTube

Venha somar nessa conversa e ampliar seu olhar! 💬🏹

🔔 Ative o lembrete e compartilhe com quem também precisa fazer parte desse debate.

Live

13/04/2026

Jaqueline Gomes de Jesus, Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselhos Federal de Psicologia, em discurso na Cerimônia de Posse da nova Gestão da CDH/CFP.

12/04/2026

Vanessa Terena, Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselhos Federal de Psicologia, em discurso na Cerimônia de Posse da nova Gestão da CDH/CFP.

Ontem ocorreu a Cerimônia de Posse da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia e os integrantes do...
11/04/2026

Ontem ocorreu a Cerimônia de Posse da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia e os integrantes do Movimento Confluências de Minas, Dalcira Ferrão e Henrique Galhano, foram empossados.

Foi um momento muito importante a retomada fosse trabalhos da CDH/CFP neste novo ciclo.

Contamos com a presença da presidenta Ivani Oliveira e da Deputada Federal Erika Kokay, dentre outras(os) convidadas(os).

Desejamos um ótimo trabalho ao novo grupo que assume esta nova gestão.

11/04/2026

Ivani Oliveira, presidenta eleita do CFP, abre cerimônia de posse da Comissão de Direitos Humanos da autarquia, na noite desta sexta-feira, 10/4/2026, em Brasília.

*VOCÊ SABIA?*Existe uma projeto de lei que busca estabelecer um *PISO NACIONAL* pagamento mínimo de R$ 100 por consulta ...
09/04/2026

*VOCÊ SABIA?*

Existe uma projeto de lei que busca estabelecer um *PISO NACIONAL* pagamento mínimo de R$ 100 por consulta para profissionais que atendem por planos de saúde e aplicativos.
O projeto é de autoria da Psicóloga e atual presidenta do Conselho Federal de Psicologia *Ivani Oliveira* que considera inegociável o estabelecimento de um *piso* como modo de valorização de profissionais da psicologia em face da precarização do trabalho.

Vamos ajudar este projeto a virar LEI que *obriga* aos planos e aplicativos o *pagamento mínimo* de 100 rais?

*Para isso precisamos aumentar os votos _SIM_ no link abaixo.* Compartilha com pessoas que apoiam esta causa.

Link para votar SIM: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=171087

Temos como objetivo de 100 mil pessoas votando *SIM*.
COMPARTILHE EM NOME DE DIGNIDADE E VALORIZAÇÃO DA PSICOLOGIA

*Movimento Psicologias em Confluência*

No dia 07/04 o Movimento Confluências de Minas Psi esteve presente na audiência pública na câmara municipal de Belo Hori...
08/04/2026

No dia 07/04 o Movimento Confluências de Minas Psi esteve presente na audiência pública na câmara municipal de Belo Horizonte (CMBH) para discussão do projeto de lei (PL) 663 / 2026 provocada pelo mandato do vereador . Esse PL trata da retirada da reserva de vagas raciais e de gênero nos concursos da administração pública da .

Salientamos que esse projeto é um retrocesso para as políticas públicas e há jurisprudência estabelecida pelo STF acerca do tema, pois nega o papel do Estado na reparação histórica diante do racismo estrutural e do patriarcado historicamente perpetrados em nossa sociedade.

As ações afirmativas não são privilégios para esses grupos sociais, tratam-se de conquistas legítimas por meio da mobilização popular visando a reparação histórica e justiça social.


*07 de abril | Dia Mundial da Saúde*Cuidar do corpo e da mente todos os dias é fundamental. Pequenas ações fazem, sim, g...
07/04/2026

*07 de abril | Dia Mundial da Saúde*

Cuidar do corpo e da mente todos os dias é fundamental. Pequenas ações fazem, sim, grande diferença.

Mas a saúde vai além do cuidado individual.

Saúde é um estado de bem-estar bio-psico-social. Isso significa que ela também depende das condições de vida,
do acesso a direitos e de políticas públicas que sustentem o cuidado.

🌱 Cuidar de si é importante — mas garantir saúde para todas as pessoas é um compromisso coletivo.





Nós, do Movimento Confluências de Minas, estaremos participando ativamente deste debate tão importante para o Município ...
04/04/2026

Nós, do Movimento Confluências de Minas, estaremos participando ativamente deste debate tão importante para o Município de Belo Horizonte. Convidamos a todas as pessoas a tb participarem conosco! ✊🏽

📢 *CONVITE: AUDIÊNCIA EM DEFESA DAS COTAS!* ✊🏾✊🏽✊🏿

A Câmara Municipal vai debater o PL 663/2025, que propõe o fim das cotas raciais e de gênero nos concursos públicos municipais.

Esse projeto impacta diretamente o acesso de milhares de pessoas às oportunidades no serviço público.

As cotas são uma política reconhecida de reparação e enfrentamento das desigualdades históricas. Esse debate precisa da participação da sociedade.

*Participe e ajude a fortalecer essa mobilização!*

🗓 Data: 07/04 (terça-feira)
🕙 Horário: 10h
📍 Local: Plenário Helvécio Arantes, na Câmara Municipal de Belo Horizonte

*_Cota não é privilégio, é reparação!_*

Hoje, 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, nos convoca a ir além da sensibilização e enfrentar as estr...
02/04/2026

Hoje, 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, nos convoca a ir além da sensibilização e enfrentar as estruturas que produzem exclusão, silenciamento e violação de direitos das pessoas autistas.
A Nota Técnica do Conselho Federal de Psicologia reforça a urgência de romper com práticas patologizantes e normalizadoras, reconhecendo o autismo na perspectiva da neurodiversidade e dos direitos humanos. Não se trata de corrigir existências, mas de garantir condições dignas de vida, cuidado e participação social.
No entanto, essa discussão precisa estar atravessada pelas desigualdades estruturais. Como aponta o artigo “O comprometimento do diagnóstico do TEA na infância devido ao racismo estrutural: uma reflexão sob os impactos na psique” (FERRO et al., 2024), o racismo institucional impacta diretamente o acesso ao diagnóstico e ao cuidado, fazendo com que crianças negras sejam diagnosticadas mais tardiamente ou sequer reconhecidas dentro do espectro. Muitas vezes, seus comportamentos são lidos a partir de estigmas raciais — como indisciplina ou agressividade — e não como expressões possíveis do TEA.
Esse cenário evidencia um problema ético e político: o atraso no diagnóstico compromete intervenções precoces, amplia sofrimentos psíquicos e intensifica desigualdades no acesso à saúde e à educação. Além disso, revela o despreparo das instituições e a urgência de formação crítica de profissionais, como também destacado pelo Conselho Federal de Psicologia.
Somado a isso, é preciso enfrentar o capacitismo que atravessa práticas e discursos, sustentando a ideia de “normalidade” e deslegitimando outras formas de existir. A luta por inclusão, portanto, não é apenas por acesso, mas por transformação social profunda.
Falar de autismo é falar de justiça social. É afirmar o compromisso com um SUS fortalecido, com práticas antirracistas e anticapacitistas e com uma sociedade que reconheça, respeite e valorize a diversidade humana.
📚 Referências: FERRO, E. G. et al. O comprometimento do diagnóstico do TEA na infância devido ao racismo estrutural: uma reflexão sob os impactos na psique. Revista LUMEN, 2024.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Orientações às psicólogas e p

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