22/02/2026
Dona Beja
Uma mulher poderosa
Mudou e história de uma cidade.
Você sabia que não existem retratos ou pinturas que mostrem como Beja, nascida Ana Jacinta de São José (1800–1873) era. Parece que existia um pacto entre as mulheres da época que não permitiam que as imagens dela fossem vinculadas. Inveja!? Medo!? Ou resultado de uma sociedade que sempre impôs essa disputa entre nós!?
No museu dela na cidade de Araxá existe as fotos das filhas e por elas podemos saber que não foi uma mulher branca de olhos claros, como a teledramaturgia disseminou. Esse estereótipo de beleza que nos oprime.
O que se sabe é que essa mulher, notória por sua beleza e vida independente em Araxá, ousou questionar a sociedade patriarcal e religiosa da época. Após ser sequestrada por um ouvidor, transformou sua dor em poder, abrindo um famoso bo**el de luxo e tornando-se uma figura lendária de força feminina e próspera do garimpo. Fez muito dinheiro e sua casa ficava em frente à igreja matriz e ao lado da casa do governador. Pensa isso!?
Até pelo trauma vivido, ficou mais famosa ainda, porque ela era quem escolhia seus parceiros. Ela decidia com quem manteria relação amorosa. E isso, claro, era um mistério que atraia homens aos seus pés.
Como deve ser para todas as mulheres. Direito de escolher quem amar e quem não amar mais.
Mais que bela, foi uma mulher corajosa, inteligente e de muita força.
Salve Beja!