17/08/2025
O que foi chamada de postura culturalmente preconceituosa eu chamo de racismo alimentar.
Sempre cabe espaço para a justificativa do erro, do equívoco, da revisão quando o ator praticante é o humano universal.
Justiça climática não existe sem equidade racial e o respeito as culturas alimentares originárias de um povo é central nessa discussão. É assim que organizações multilaterais/internacionais - chamem do que quiserem -, compreende que a vida tem que ser: pasteurizada pela indústria de alimentos, pelo agronegócio e grandes corporações que são os principais negociadores que tem sentado nessas mesas de negociação.
Vitrine lobista como bem falou Tainá Marajoara ( ), pensadora e cozinheira indígena que nutro profunda admiração. A COP30 com suas polêmicas e incongruências passará. O que sempre existiu antes dela e seguirá resistindo para além é a cultura alimentar amazônica que é indígena, ribeirinha, quilombola e contracolonial.
“Mesmo que queimem os símbolos,
Não queimarão os significados.
Mesmo queimando o nosso povo,
Não queimarão a ancestralidade.”
Nego Bispo
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