O que lhe vier à cabeça - Diálogo em Psicologia e Psicanálise

O que lhe vier à cabeça - Diálogo em Psicologia e Psicanálise Teoria, Clínica, Arte e Cinema. Um espaço de transmissão, orientação e principalmente discussão sobre o cuidado à saúde psíquica. QUINET, A. In: QUINET, A. p.7-34

Conteúdo e textos por: Isadora Carvalho - Psicóloga Clínica
Brasília - DF

(61) 99985-5882 Quando se fala de Psicanálise, ocorre-nos de imediato o próprio Freud, o divã como símbolo, a presença do inconsciente e até mesmo aquela frase: “fale apenas o que lhe vier à cabeça”. Tal aforismo aparece quando Freud, no tratamento de uma de suas pacientes, abandona a hipnose e passa a utilizar a “Associaçã

o Livre” como método psicanalítico. Na “Associação Livre”, a ideia é que o paciente não deve apenas dizer suas confissões, mas, como nos assinala Quinet: “também tudo o mais que sua auto-observação lhe fornece, tudo o que lhe vem à cabeça, mesmo que lhe seja desagradável dizê-lo, mesmo aquilo que lhe pareça sem importância.” (QUINET, 1991)

Ora, todo esse “material” que nos vem à cabeça é, na verdade, uma produção subjetiva de cada sujeito. Tal método psicanalítico (“Associação Livre”) de fato se configura como uma possibilidade de compreender as representações inconscientes, que “conduzem” toda a dinâmica psíquica do sujeito. Assim, no desejo de aproximar e transmitir ao público conceitos e possibilidades da Psicanálise, sobretudo da Psicologia, é que surge o projeto “O que lhe vier à cabeça”. Utilizando um lugar muito explorado e visado em tempos atuais: a internet e as vias online. O objetivo é que se suscite no público uma reflexão sobre temáticas cotidianas e seus desdobramentos na saúde emocional. O projeto, nesta tentativa, irá compartilhar conteúdos atuais, conceitos e informações que auxilie o público na aproximação com a Psicologia e Psicanálise. E talvez colocar a questão aos leitores: o que me vem à cabeça quando se fala de saúde mental? Enfim, a discussão nada mais é do que um convite à reflexão. As funções das entrevistas preliminares. As 4 + 1 condições da análise. Rio de Janeiro: Zahar, 1991.

Continua esse semestre o  seminário "A pólis no Divã" no  que tenho o prazer de divir coordenação com  .A pólis no divã:...
15/05/2025

Continua esse semestre o seminário "A pólis no Divã" no que tenho o prazer de divir coordenação com .

A pólis no divã: Discussões entre psicanálise e sociedade

ONLINE Zoom (novas datas)
= Coordenação: Isadora Carvalho e Jéssica Pedrosa
- Datas: 29/03, 10/05, 17/05, 31/05, 21/06, 05/07
= Sábado, 10h30 às 12h.
= Inscrições: (61)99985-5882 ou (92)98270-4131

"Deve renunciar à prática da psicanálise todo analista que não
conseguir alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua
época"(LACAN, 1953/1998, p. 322).

Lacan já nos advertia dos desafios que a psicanálise enfrentaria diante da mercantilização e do avanço do neoliberalismo, consequentementedo silenciamento de minorias e de suas pautas. Em resposta a isso, o seminário irá em direção à sustentação do discurso do psicanalista e de sua ética na pólis, a fim de promover um debate diverso e que acredita em uma psicanálise plural e anticapitalista. Neste semestre, daremos continuidade ao Seminário "A pólis no divã: discussões entre psicanálise e sociedade", retomando a leitura linha a linha do texto 'Psicologia das massas e análise do Eu", escrito por Freud em 1921, uma obra atemporal e introdutória para pensarmos o sujeito social e político. O objetivo é promover um debate voltado às questões que nos atravessam na clínica e marcam cada sujeito em sua singularidade no contexto sociopolítico, econômico e cultural de nosso tempo. Ao final do semestre receberemos com entusiasmo a psicanalista Elisa Cunha
quem trará suas contribuições ao debate.

Desvio para o vermelho - Cildo Meireles
10/03/2025

Desvio para o vermelho - Cildo Meireles

Registros de alguns feitos e efeitos de 2024.Isso não é uma trend do instagram para mostrar minhas conquistas. Mas, um c...
23/12/2024

Registros de alguns feitos e efeitos de 2024.

Isso não é uma trend do instagram para mostrar minhas conquistas. Mas, um carrossel de memórias do trabalho decidido em minha aposta na psicanálise. É preciso dizer assim. Trabalho: Colocar no fazer, colocar no ato a minha causa. E que trabalho isso dá!

Talvez a psicanálise me ensinou a ser um tanto quanto teimosa (no bom sentindo da palavra). Persistente, melhor dizendo. Fazendo algo daquilo que me atravessa, fazendo algo da minha angústia. Escrever é difícil. Propor meu primeiro seminário foi desafiador.
Sustentar um cartel tem suas dificuldades, sustentar o Desejo de analista, então...
Dar dignidade à coisa, dar dignidade à palavra. Isso é tanto. Quanto amor!
Isso é trabalho e desejo. Feitos e efeitos. Aposta.

Seguimos assim!

Do dia 10 ao dia 13 de outubro, Brasília recebeu o XXIV Encontro Nacional dos Fóruns do Campo Lacaniano, com um tema urg...
17/10/2024

Do dia 10 ao dia 13 de outubro, Brasília recebeu o XXIV Encontro Nacional dos Fóruns do Campo Lacaniano, com um tema urgente "A criança generalizada na clínica e na cidade dos discursos". O , do qual faço parte, esteve junto com Organização nacional e com a Comissão Científica para fazer um lindo encontro. Foram quase 500 inscritos para dias de muitas trocas e de debate intenso com tantos trabalhos incríveis, mas não sem diversão e encontros cheios de alegria. Seguem registros dessa experiência maravilhosa.

Registros do primeiro encontro do Seminário que coordeno no  "A Pólis no divã: discussões entre psicanálise e sociedade"...
26/08/2024

Registros do primeiro encontro do Seminário que coordeno no "A Pólis no divã: discussões entre psicanálise e sociedade".

"Nada do que fiz
Por mais feliz
Está à altura
Do que há por fazer"

ATIVIDADE ABERTA E GRATUITA! Deve renunciar à prática da psicanálise todo analista que não conseguir alcançar em seu hor...
16/08/2024

ATIVIDADE ABERTA E GRATUITA!

Deve renunciar à prática da psicanálise todo analista que não conseguir alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época"(LACAN, 1953/1998, p. 322).

Neste semestre, daremos início ao Seminário "A Pólis no divã:
discussões entre psicanálise e sociedade" Começaremos com a leitura do texto "Psicologia das massas e análise do Eu", escrito por Freud em 1921, uma obra atemporal e que será introdutória para pensarmos o Sujeito social e político. O objetivo é promover um debate voltado às questões atuais que atravessam a clínica e subjetividade do Sujeito.

Lacan já nos advertia dos desafios que a psicanálise enfrentaria diante da mercantilização e do avanço do neoliberalismo, consequentemente, do silenciamento de minorias e de suas pautas. Em resposta a isso, o seminário irá em direção oposta, a fim de promover um debate diverso e que acredita em uma psicanálise plural e anticapitalista.

Coordenação: Isadora Carvalho
Atividade híbrida. Acontece na sede do FCL BRASÍLIA e transmitida via zoom.

Alguns registros de um primeiro semestre de muito trabalho e estudo.Teve escrita, Unb, atividades do  e muita troca.Dese...
25/07/2024

Alguns registros de um primeiro semestre de muito trabalho e estudo.
Teve escrita, Unb, atividades do e muita troca.

Desejo decidido de sustentar a psicanálise na pólis, não sem amor e diversão. ❤️

Faleceu na madrugada do dia 07 de dezembro, Judith Lacan Miller, aos 76 anos.Presidente da Fundação do Campo Freudiano. ...
08/12/2017

Faleceu na madrugada do dia 07 de dezembro, Judith Lacan Miller, aos 76 anos.
Presidente da Fundação do Campo Freudiano. Filha de Jacques Lacan e da atriz Sylvia Bataille. Casada com Jacques-Alain Miller (psicanalista responsável pelo de toda a obra de Lacan.)
Sem dúvida, nos deixará um grande legado.

Compartilho uma entrevista de Judith para a Revista O GLOBO em 2007.

Entrevista de Judith Miller( filha de Jacques Lacan) para Revista O GLOBO- Jornal O GLOBO.
Matéria extraída da Revista O Globo .Ano 3 n. 158 . 5 de agosto de 2007.

Seu pai é Jacques Lacan e seu marido, Jacques-Alain Miller, o criador dos centros psicanalíticos com tratamentos de curto prazo. A francesa Judith Miller, presidente da Fundação do Campo Freudiano, cresceu e vive até hoje cercada pela psicanálise. Antes de embarcar para o Brasil para o congresso que acontece neste fim de semana em Belo Horizonte, ela conversou por email com a “Revista O GLOBO”.

O que a senhora acha da iniciativa brasileira de seguir o exemplo dos analistas lacanianos franceses que atendem pessoas em situações de emergência, em um tratamento de curto prazo?

JUDITH MILLER: Com direção do psicanalista Hugo Freda, o Centro Psicanalítico de Consulta e Tratamento vem dando provas do seu valor. Demonstramos que todo cidadão pode exercer seu direito de tomar conhecimento da dimensão do seu inconsciente. Desse modo, ele tem a possibilidade de se aliviar de alguns sofrimentos e de sair do impasse no qual se via acuado. Eu só posso me alegrar com o fato de os colegas brasileiros declararem seu desejo de pôr em prática essa idéia.

De que outras maneiras a psicanálise pode ajudar, já que apenas poucas pessoas podem pagar por um tratamento desse tipo?

JUDITH: Quando a psicanálise se aplica à terapêutica, ela não é uma ortopedia. Freud sempre o disse, e, depois dele, Lacan. Aplicada à terapêutica, a psicanálise permite àquele que se dirige a um psicanalista encontrar outras soluções diferentes daquela constituída pelos sintomas de que padece. A psicanálise não se propõe a “ajudar”, como vocês dizem. E hoje, um século depois de publicada a “Interpretação dos sonhos”, ela está em condições de fazer reconhecer o direito de cada um de se inscrever no laço social particular.

A senhora acredita que a modernização da linguagem freudiana feita por Lacan permitiu o progresso da psicanálise tratar das novas doenças psíquicas como a depressão e os distúrbios alimentares, duas das mais encontradas entre os brasileiros?

JUDITH: Jacques Lacan não “modernizou” a linguagem freudiana. lnicialmente, ele leu Freud e restabeleceu o fio condutor da disciplina da qual Freud é o inventor. Não se deixem enganar. A anorexia, a bulimia e a depressão não são “novas doenças psíquicas”! Os laboratórios fabricam antidepressivos. Alguns deles gostariam de nos convencer dos benefícios dessas dr**as no enfrentamento desse novo mal. E mais responsável estarmos suficientemente formados a fim de podermos distinguir de qual estrutura decorre um sujeito deprimido, um sujeito anoréxico ou um sujeito bulímico para, então, intervirmos de modo conseqüente. Essa estrutura com freqüência é psicótica, mas nem sempre. Também é verdade que a psicose é cada vez mais freqüente, não apenas no Brasil.

Para a senhora, quais são as contribuições mais importantes da escola lacaniana para a clínica psicanalítica?

JUDITH: Jacques Lacan deu amplidão à clínica psicanalítica das psicoses. Ele nunca recuou diante dessa clínica, desde sua tese em psiquiatria, em 1932. Todo o seu ensino visa a circunscrever essa clínica cada vez mais e articular suas lições. Os que seguem seu ensino continuam nessa via, tão indispensável quanto apaixonante e decisiva.

20/11/2017

Neta de escrava alforriada, ela foi a primeira mulher a fazer análise na América Latina e disseminou esse saber pelo País.

Dica de filme! A vida de Van Gogh é uma verdadeira aula. E ainda nos ilustra o que fala Lacan “Chamo de sintoma aquilo q...
20/11/2017

Dica de filme!
A vida de Van Gogh é uma verdadeira aula. E ainda nos ilustra o que fala Lacan “Chamo de sintoma aquilo que vem do Real”.

Sinto em mim um fogo que não posso deixar
extinguir, que, ao contrário, devo atiçar
ainda que não saiba a que espécie de saída
isso vai me conduzir. Não me espantaria
que essa saída fosse sombria. Mas, em
certas situações vale mais ser vencido do
que vencedor. (Van Gogh)

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Aquele esquema "básico" para os psicanalistas... rs
16/11/2017

Aquele esquema "básico" para os psicanalistas... rs

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