Tatiana Festi Psicóloga

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Tatiana Festi Psicóloga Psicóloga graduada pela Universidade Estadual de Maringá e especialista em psicologia Junguiana co

Psicóloga formada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) - 2005Especialização, pós graduação lato sensu, em Psicoterapia Junguiana IJEP - FACIS/IBEHE Participante do Grupo de Estudos da Obra Completa de Carl Gustav Jung pelo Opus Instituto de Psicologia Junguiana - Campinas

Aquilo que julgamos como nossa "falha" pode ser, paradoxalmente, a estrutura que nos mantém de pé.Nossos sintomas, defes...
06/11/2025

Aquilo que julgamos como nossa "falha" pode ser, paradoxalmente, a estrutura que nos mantém de pé.

Nossos sintomas, defesas e até nossos "defeitos" não são apenas obstáculos a serem removidos. Eles podem ser considerados soluções criativas que o psiquismo encontrou para lidar com conflitos inconscientes, traumas e impossibilidades do desejo.

Por exemplo, a dificuldade em confiar pode ter sido, um dia, sua proteção necessária ou a necessidade de controle pode ser o que te dá segurança num mundo caótico.

Freud nos ensinou que o sintoma é uma mensagem cifrada do inconsciente - uma tentativa de cura, não apenas uma doença. Assim, o trabalho analítico não busca criar pessoas "perfeitas" ou sem conflitos. Busca-se, sim, uma relação mais consciente com aquilo que nos constitui.

Qual "defeito" seu pode estar, secretamente, te sustentando? O que aconteceria se você o olhasse não com julgamento, mas com curiosidade?

A psicanálise nos convida a essa jornada: não de correção, mas de compreensão. Não de eliminação, mas de elaboração. Não de perfeição, mas de verdade subjetiva.

Tatiana Festi
Psicóloga

Você já percebeu como pode ser difícil parar de assistir a uma série ou  documentário de true crime?Ou como a mente pare...
04/11/2025

Você já percebeu como pode ser difícil parar de assistir a uma série ou documentário de true crime?

Ou como a mente parece querer entender o que se passa por trás de histórias como as de Tremembé: a prisão dos famosos, Dahmer, Mindhunter ou The Ted Bundy Tapes?

A psicologia chama esse fascínio de curiosidade mórbida — um traço humano natural, até adaptativo, que nos leva a buscar informações sobre o perigo… mesmo quando temos medo.

Para muitas mulheres, assistir a esse tipo de conteúdo é também uma forma inconsciente de aprender padrões de risco e ensaiar respostas a ameaças. O cérebro treina a defesa, enquanto tenta compreender o incompreensível.

Existe ainda um fenômeno chamado “masoquismo benigno” — a mistura paradoxal de medo e prazer ao vivenciar emoções intensas em segurança. É um tipo de medo sem consequências reais.

Mas atenção: o consumo excessivo pode gerar hipervigilância, ansiedade, distúrbios do sono e dessensibilização à violência.
Nem toda curiosidade é problema — mas se esse tipo de conteúdo começa a afetar seu bem-estar, talvez seja hora de pausar e cuidar de você.

Sua mente é valiosa demais pra ser negligenciada.

Tatiana Festi
Psicóloga

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Nem sempre o silêncio do bebê significa calma. Pesquisas mostram que, mesmo quando o choro cessa, os níveis de cortisol ...
31/08/2025

Nem sempre o silêncio do bebê significa calma. Pesquisas mostram que, mesmo quando o choro cessa, os níveis de cortisol — hormônio do estresse — permanecem elevados durante o treinamento do sono.
Isso nos convida a repensar práticas que incentivam deixar o bebê 'chorar até dormir'.
A ciência e a clínica nos mostram que acolher o choro é mais que consolar: é sustentar um vínculo, é inscrever a confiança.

Tatiana Festi
Psicóloga

🔗 Estudo: Middlemiss et al., 2012.

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Nem sempre o silêncio do bebê significa calma. Pesquisas mostram que, mesmo quando o choro cessa, os níveis de cortisol ...
31/08/2025

Nem sempre o silêncio do bebê significa calma. Pesquisas mostram que, mesmo quando o choro cessa, os níveis de cortisol — hormônio do estresse — permanecem elevados durante o treinamento do sono.
Isso nos convida a repensar práticas que incentivam deixar o bebê 'chorar até dormir'.
A ciência e a clínica nos mostram que acolher o choro é mais que consolar: é sustentar um vínculo, é inscrever a confiança.
Tatiana Festi
Psicóloga

🔗 Estudo: Middlemiss et al., 2012.

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"Você está fora da linguagem dos sentimentos e das emoções. Você é a Antilinguagem."Com 10 anos de idade, Annie Ernaux a...
31/05/2025

"Você está fora da linguagem dos sentimentos e das emoções. Você é a Antilinguagem."

Com 10 anos de idade, Annie Ernaux assalta uma história que não lhe foi (conscientemente) dirigida. Sem preparo, sem gestação e sem parto, ela deixa de ser a filha única e se torna irmã. Descobre que a outra filha morreu anos antes dela nascer.

O livro gira em torno dos impactos desse segredo na família, não através do olhar dos pais enlutados, mas sim da filha que permaneceu. Falam dos perturbadores sentimentos e das fantasias que preenchem os silêncios deixados pela não narrativa do que foi, do que é.

"Os pais de uma criança morta não sabem o que a dor deles causa à criança que está viva."

A Outra filha, da escritora Annie Ernaux, é um livro pequeno, com poucas páginas, mas que logo de início revela seu peso e suas intensidades.

Ele nos alcança com frases claras, diretas, sem labirintos ou confusões, e ainda assim, não perde sua profundidade.

A autora consegue fazer do individual algo coletivo, fala da origem pobre, dos lutos silenciados, dos segredos familiares e de uma persistente tentativa de buscar um sentido para sua sobrevivência, para o acaso que a permitiu "ficar". 

Uma história que, de tão escancaradamente individual, se torna coletiva.

 

Oração para desaparecer, de Socorro Acioli
20/05/2025

Oração para desaparecer, de Socorro Acioli

Durante a gravidez e o puerpério, o cérebro da mulher passa por transformações profundas: alterações estruturais, podas ...
18/05/2025

Durante a gravidez e o puerpério, o cérebro da mulher passa por transformações profundas: alterações estruturais, podas sinápticas, novos circuitos. O cérebro materno se molda para acolher, responder, intuir. A ciência mostra o que a escuta psicanalítica já intuía: tornar-se mãe é uma reconfiguração subjetiva — e também cerebral.

As mudanças envolvem áreas ligadas à empatia, ao reconhecimento de emoções e à formação de vínculos. Durante o puerpério, essas adaptações continuam: o “baby brain” não é um déficit, mas uma reorganização funcional voltada à sobrevivência e ao cuidado.

Na clínica, ouvimos o impacto psíquico dessas transformações. Agora, vemos que elas também se escrevem no corpo e no cérebro.
Maternidade é travessia simbólica e orgânica. Alteridade e plasticidade.

Tatiana Festi
Psicóloga

"Oração para desaparecer" da autora Socorro Acioli é um destes livros que a gente termina as páginas, mas segue relendo ...
16/05/2025

"Oração para desaparecer" da autora Socorro Acioli é um destes livros que a gente termina as páginas, mas segue relendo por dentro.

Uma história sobre amor, sobre a luta pela sobrevivência da cultura tradicional do nordeste brasileiro, especialmente a dos Tremembé e suas ligações com Portugal.

Utilizando de uma narrativa onírica a autora nos apresenta à Cida, uma mulher que ressuscita em Portugal, ela simplesmente sai de dentro da terra,
sem memória alguma, e mesmo assim é capaz de (re)fazer sua vida. Quantos recomeços fazemos numa única vida? O quanto somos capazes de agregar, moldar, ampliar nossa própria identidade, mesmo quando carregamos (e quem não carrega?) um passado "memoriado", com fissuras, traumas,
dores e agonias profundas.

E, você já se deparou com algum vendedor de passados? Provavelmente apenas em filmes ou livros (sim, eu também pensei em Breaking Bad e em
El Camino!). São aquelas pessoas que criam uma identidade civil para alguém que precisa desaparecer, ou passar a existir como é o caso de Cida. O vendedor de passados do livro se chama Felix Ventura e foi quem criou uma identidade civil para Cida, construindo uma narrativa coerente para sua vida não recordada.

Acho que precisaria de muitos parágrafos para desdobrar as associações subjetivas que surgem ao
pensar na função deste personagem, mas deixo apenas uma breve reflexão: quanto precisamos ser Felix Ventura ao longo de uma vida? Preenchendo
lacunas, criando narrativas que deixem a vida mais suportável ou sustentável, ora para fugir de nós mesmos ora para nos reencontrarmos (ou encontrarmos pela primeira vez).

A autora também aborda o tema da exploração colonial Portuguesa e as marcas da opressão sobre nossa cultura. O que me remeteu ao trabalho de uma artista plástica contemporânea que tenho uma enorme admiração, a Adriana Varejão, mas essa relação deixarei para um post futuro.


Entre fronteiras e fraldas: o puerpério de quem pari longe de casa."Aqui a gente não tem uma aldeia."Talvez, nessas pouc...
11/05/2025

Entre fronteiras e fraldas: o puerpério de quem pari longe de casa.
"Aqui a gente não tem uma aldeia."
Talvez, nessas poucas palavras, esteja condensada a dor e a delicadeza de ser mãe fora do seu país.

Ser mãe já é, por si, um exílio de si mesma. Um luto da mulher que se era antes do bebê. Mas para as mulheres que vivem esse processo em terra estrangeira, o exílio não é só simbólico — ele é literal. Falta a língua que embala, o cheiro do arroz no fogão da mãe, o colo da avó, o sotaque da infância. Falta a aldeia. E, como diz o ditado africano, “é preciso uma aldeia para criar uma criança.”

A pesquisadora Daniela Raminelli (2022), ao ouvir mulheres brasileiras que vivenciaram o puerpério em países europeus, encontrou uma constante: a solidão. Muitas vezes invisível, silenciosa, elegante até.
"Não temos com quem dividir a dor nem o almoço. Tudo é novo e tudo é demais."

A ausência de rede de apoio familiar e cultural amplia o peso do maternar. Segundo a autora, a maternidade migrante é atravessada por um paradoxo: ao mesmo tempo em que há uma tentativa de resgatar práticas do país de origem, é necessário adaptar-se às normas e expectativas locais — desde o modo de amamentar até os rituais do parto e do cuidar. Trata-se de um entre-lugar: nem lá, nem cá.

No trabalho de Sílvia Mendes (2016), que escutou brasileiras vivendo a experiência da maternidade em Portugal, aparece outra camada do fenômeno: a transformação subjetiva da mulher em um território que não é o seu.

As mulheres relatam sentimentos ambivalentes: gratidão por um sistema de saúde mais acolhedor, mas tristeza pela ausência de laços. Alegria pelo nascimento do filho, mas luto pelo que se perdeu.

É preciso que as clínicas, os serviços de saúde e as redes sociais se abram para escutar essas mulheres, não apenas enquanto corpos que gestam, mas como sujeitos que sofrem, se reinventam e constroem sentidos em uma geografia afetiva completamente nova.

Há muitas mães estrangeiras, silenciosas, se encontrando nos espelhos de outras mulheres. E há palavras, como estas, que tentam construir pontes onde antes só havia mar.

Dormir nos braços da mãe: é assim que, nos primórdios da vida, nos entregamos à experiência de adormecer.Segundo Décio G...
08/05/2025

Dormir nos braços da mãe: é assim que, nos primórdios da vida, nos entregamos à experiência de adormecer.

Segundo Décio Gurfinkel, dormir não é apenas um ato biológico: é um fenômeno psíquico fundado na confiança. É preciso que outro, presente e atento, nos assegure que o mundo continuará existindo enquanto nós suspendemos nossa vigília.

A mãe — ou quem exerce essa função — torna-se, então, a primeira guardiã do sono. É ela quem acolhe o desamparo absoluto do recém-nascido, criando as condições para que o repouso seja possível.

Existem diversas causas para um quadro de insônia e, na clínica vemos que muitos deles carregam esse vestígio: o de um início de vida em que o acolhimento foi falho ou insuficiente.

No silêncio da noite, o corpo adulto reencontra a solidão primitiva da infância não amparada.

Talvez por isso aprender a confiar no adormecer seja, também, uma travessia: reconstruir, através da palavra e da presença do analista, a segurança de que é possível descansar sem medo.

O sono, afinal, não se conquista apenas fechando os olhos: ele se funda na confiança de que podemos, por instantes, desaparecer do mundo — e sermos reencontrados.

Reflexões a partir de *Décio Gurfinkel, "Dormir nos braços da mãe" (2002).

Uma honra ter meu trabalho selecionado para XIV Jornada do CPpP, organizada pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de ...
22/04/2025

Uma honra ter meu trabalho selecionado para XIV Jornada do CPpP, organizada pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Campinas.

Meu agradecimento especial à Adriana Nagalli, que o comentou com enorme sensibilidade e profundidade, enriquecendo ainda mais o encontro.

E à Adriana Arcos, pela coordenação habilidosa e acolhedora da nossa mesa.

Um encontro que se tornou espaço para proliferas discussões e reflexões sobre os conceitos de rêverie e onipotencia à partir da óptica Bioniana.

Address

Rua Visconde De Taunay, 420. Sala 32

Opening Hours

Monday 07:00 - 23:00
Tuesday 07:00 - 23:00
Wednesday 07:00 - 23:00
Thursday 07:00 - 23:00
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