03/12/2025
A ocitocina é conhecida como “hormônio do amor”, mas no parto ela assume um papel muito mais complexo e fascinante.
Ela é o motor da fisiologia, o hormônio que organiza ritmo, intensidade, vínculos e transições, tudo ao mesmo tempo.
Durante o trabalho de parto, a ocitocina:
🔹 Coordena as contrações
Não é força bruta.
É ritmo.
A ocitocina cria ondas que sobem e descem, permitindo que o útero trabalhe com eficiência sem exaurir a mulher.
🔹 Amolece e afina o colo do útero
Ela prepara o caminho antes mesmo da dilatação acontecer, tornando o colo mais macio e responsivo.
🔹 Protege emocionalmente
A ocitocina reduz medo, traz sensação de segurança e facilita entrega.
Por isso ambientes de luz baixa, silêncio e afeto são tão eficazes — eles favorecem a produção natural desse hormônio.
🔹 Ajuda o bebê na descida
Com contrações mais coordenadas, o bebê encontra espaço para girar, ajustar cabeça e navegar pela pelve.
🔹 Constrói vínculo desde o nascimento
Depois que o bebê nasce, a ocitocina atinge picos altíssimos.
Ela prepara o corpo para amamentar, regula temperatura, estabiliza emoções e fortalece o reconhecimento mútuo entre mãe e bebê.
A ocitocina é fisiologia.
Mas também é cuidado.
É o corpo dizendo:
“Você pode. Eu sei o caminho.”
👉 Salve esse post para lembrar o que realmente faz um parto acontecer.