Psicóloga Ana Carolina Rulli

Psicóloga Ana Carolina Rulli psicóloga clínica
especialista em fenomenologia
atendimentos presenciais e on-line atendimentos presenciais na cidade de Catanduva e on-line

Hoje encerramos o XII Congresso Latino-Americano de Psicoterapia Existencial.Um congresso que ficará guardado no lugar d...
01/11/2025

Hoje encerramos o XII Congresso Latino-Americano de Psicoterapia Existencial.
Um congresso que ficará guardado no lugar do eterno em meu coração — pelas experiências vividas, pelos encontros e pelas amizades que agora carrego comigo, até que a vida nos reúna novamente.
Por breves dias, pudemos nos demorar dentro da nossa abordagem fenomenológica.
Até o próximo congresso!

🎗SETEMBRO AMARELO 🎗Como temos lidado com a vida e com as questões que a ela envolve? O suicídio toca o peso da vida. Ele...
17/09/2025

🎗SETEMBRO AMARELO 🎗

Como temos lidado com a vida e com as questões que a ela envolve? O suicídio toca o peso da vida. Ele surge no encontro da pessoa com seu mundo, com seus limites, suas relações, acontecimentos e sentidos que se apresentam. Não é apenas um sintoma ou comportamento; manifesta experiências e vivências intensas que dialogam com a existência e com a finitude.

Além das questões individuais, como medo, dificuldade de lidar com luto e perdas, desafios diante de diagnósticos ou doenças, entre tantos outros motivos que atravessam e afligem a existência de cada um, influenciam profundamente essa decisão. Entram também em jogo fatores estruturais — trabalho precarizado e exploratório, violência contra grupos identitários e étnicos, dificuldades de acesso a políticas de saúde, assistência social, moradia e condições básicas de vida — que atravessam o mundo individual de cada pessoa. Essas condições podem intensificar o sofrimento, fragilizar o horizonte de possibilidades e, em muitos casos, contribuir para desejos de extinguir a vida ou por atos que levem à sua interrupção.

Reduzir o suicídio a depressão ou à mera “falta de conversa” é perder a complexidade do que significa estar vivendo, sofrer e carregar o mundo sobre os ombros. Mesmo com campanhas de prevenção, quando a abordagem permanece superficial — centrada apenas em diálogos pontuais ou sinais clínicos — os números não diminuem; em alguns contextos, têm aumentado, indicando que algo essencial não está sendo considerado.

Falar sobre suicídio exige que saiamos de uma visão reducionista e passemos a pensar nas condições reais de existência que produzimos. É preciso ampliar o olhar: melhores condições de vida, trabalho digno, moradia, segurança alimentar e políticas públicas efetivas, assim como espaços verdadeiros de acolhimento para falar sobre luto, perdas e sentimentos, são elementos que intervêm na experiência concreta das pessoas.

Com base nas evidências de aumento dos casos, é urgente repensar os modos de vida que estamos produzindo — social, cultural e politicamente — e como eles moldam o mundo vivido de cada existência.

Hoje é dia da regulamentação da Psicologia.A profissão foi regulamentada em 27 de agosto de 1962.Ainda assim, a Psicolog...
27/08/2025

Hoje é dia da regulamentação da Psicologia.
A profissão foi regulamentada em 27 de agosto de 1962.
Ainda assim, a Psicologia segue em permanente construção. Repensando a fala de Foucault — “a Psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que guarda a verdade da Psicologia” — percebemos que o que determina a Psicologia também são as formas como os indivíduos são afetados por questões políticas, que impactam diretamente sua existência, desde a acessibilidade a cuidados básicos de saúde até direitos conquistados ou retirados por lutas de movimentos sociais.

Por isso, a Psicologia também não é neutra, já que a saúde mental está intimamente ligada a essas questões que afligem o ser humano.

O sofrimento psíquico não é apenas individual; ele é social e frequentemente está relacionado às desigualdades de raça, gênero e classe. A Psicologia, assim, se faz e se refaz a partir do movimento da vida, da sociedade e dos modos de existência que emergem dela, e é justamente por isso que não pode ser neutra. Seguiremos refletindo, aprendendo e caminhando ao lado de políticas públicas que constroem caminhos de cuidado e autocuidado.

Feliz Dia da Psicologia!

"Ah, a academia é minha terapia..."A gente escuta muito isso por aí — e sim, os exercícios físicos são fundamentais para...
31/07/2025

"Ah, a academia é minha terapia..."

A gente escuta muito isso por aí — e sim, os exercícios físicos são fundamentais para a saúde e o bem-estar. Eles liberam hormônios que ajudam a regular o humor, reduzem o estresse e nos dão mais disposição.

Mas é importante lembrar: atividade física não é psicoterapia.

O ser humano é complexo. Por isso, existem diversas formas de cuidado — e cada uma tem seu lugar. Uma área da saúde não substitui a outra.

Na psicoterapia, o que se trabalha é o confronto com a realidade, a reflexão sobre padrões, a ressignificação de sentimentos e experiências.
É um espaço de escuta profunda — de se ouvir, sentir e elaborar o que aflige.

O ser humano é complexo demais para somente uma ciência dar conta. 💛

✨ Ainda sobre a 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher…A primeira foto é o registro do encerramento de um momen...
24/07/2025

✨ Ainda sobre a 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher…

A primeira foto é o registro do encerramento de um momento histórico em Catanduva.
A segunda mostra o grupo que discutiu o Eixo 1 – Direito à Vida e à Segurança, refletindo sobre o enfrentamento às violências contra as mulheres.

Foram várias vozes de várias mulheres — de diferentes idades, etnias e ideais — reunidas pelo desejo comum de mudança.
Juntas, para lutar e construir um caminho mais plural, justo e seguro para todas. 💜

Fernanda, Janaina, Marli e eu na 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher ✊️
23/07/2025

Fernanda, Janaina, Marli e eu na 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Mulher ✊️

"Não sei como agir de acordo com minha idade. Nunca tive esta idade antes."⠀Como agir, se a sociedade pouco nos ensina s...
16/07/2025

"Não sei como agir de acordo com minha idade. Nunca tive esta idade antes."

Como agir, se a sociedade pouco nos ensina sobre ser, e tanto nos cobra sobre produzir?

Simone de Beauvoir (1970) apontou que, ao envelhecer, deixamos de ser vistos como sujeitos de projeto e passamos a ser percebidos como resíduos do tempo — exis, e não mais práxis.

Quando a juventude é exaltada como sinônimo de valor e potência, a velhice é relegada à improdutividade, como se o corpo dissesse tudo — e o vivido, nada.

Mas o corpo não é um fim: é território de histórias, é construção contínua do “eu”.

Na perspectiva fenomenológica, envelhecer é um modo de estar no mundo. É experiência encarnada, vivida, sentida — e não estatística demográfica ou curva de queda funcional.

Cada tempo traz seus projetos. Cada idade traz seus sentidos.
E mesmo quando o ritmo muda, a existência continua se dando…

Afinal, o que é agir “de acordo com a idade”? Quem define esse acordo?

Talvez a única medida possível seja essa:
habitar com inteireza o tempo que se tem — e o corpo que o carrega.

📚 Ref.: Beauvoir, 1970; França et al., 2017; Lima & Rivemales, 2013; Corpoconsciência (2021).

30/06/2025
Visando proporcionar espaço para que a categoria da região possa expressar suas reivindicações e sugestões ao Sistema Co...
20/01/2023

Visando proporcionar espaço para que a categoria da região possa expressar suas reivindicações e sugestões ao Sistema Conselhos, a subsede do CRP SP em São José do Rio Preto realiza, na região de Catanduva, a Roda de Conversa: construindo coletivamente estratégias para a Psicologia em Catanduva.
Podem participar psicólogas/os e estudantes de Psicologia da região de Catanduva. Limite de sete vagas para inscrição de estudantes. As inscrições devem ser feitas neste link: http://crpsp.org.br/dialogos/sjrpreto.aspx
A roda de conversa será realizada presencialmente no Estação Cultural - Secretaria Municipal de Cultura de Catanduva. Rua Rio de Janeiro, 137 - Centro, Catanduva – SP.

Endereço

Catanduva, SP
15801-230

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