19/10/2016
Aula aberta sobre gliomas grau I ou astrocitomas pilocíticos ministradas pelos alunos Arnaldo Junior, Hebert Fiorucci e Natália Bebber da Fonseca.
Os astrocitomas pilocítocos são tumores originados de um astrocito, é o tipo mais comum de glioma e pode ser benigno ou maligno. As variantes juvenis geralmente tem um comportamento mais benigno em relação as variantes pilociticas de adultos que tem a forma anaplasica na maioria dos casos (75%) ocorre antes dos 20 anos (Pico entre 8 e 13 anos), sendo, então, o tipo de glioma mais comum em crianças. Em relação à localização corresponde a 10% dos astrocitomas cerebrais e 85% dos cerebelares.
Prevalência aumentada em pacientes com neurofibromatose do tipo 1 ,doença autossômica dominante, principalmente no nervo óptico.
Os sintomas dependem do local de origem do tumor, mas podem ser: Cerebelares – Ataxia axial ou apendicular; Hipertensão Intracraniana, no nervo Óptico – Diminuição da acuidade visual e cegueira; proptose, no quiasma e vias ópticas – Déficit Visual; Disfunção do Hipotálamo e Hipófise, no tronco Cerebral – Obstrução do Aqueduto de Sylvius e Hidrocefalia, talâmicos – Hemiparesias por lesão da cápsula interna e nos hemisférios Cerebrais – Déficits motores unilaterais; Efeito de Massa; Convulsões.
O diagnostico é realizado através de tomografia computadorizada, ressonância magnética e estudo anatomo-patológico. Nos exames de imagem tem como características ser bem delimitado e edema perilesional pouco evidente.
O tratamento de escolha é cirúrgico, ressecção completa quando é compatível preservar a função neurológica. Quando não for possível o paciente deve ser observado e se necessário uso de tratamento adjuvante (radioterapia ou quimioterapia).
Os Astrocitomas pilocíticos têm melhor prognóstico do que os outros astrocitomas, por serem lesões de baixo grau. E preconiza-se fazer estudos de imagem a cada 4 meses no primeiro ano e a cada 6 meses nos próximos 2 anos.