17/01/2025
no meu processo de análise já aconteceu,, algumas vezes, o evento "férias da analista".
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nessas situações, teve diversas reações minhas:
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▪︎ já imaginei que ficaria deprimidíssima e perguntei a ela se deveria procurar uma substituta temporária. 🫠
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▪︎ já perguntei se ela poderia me atender on-line nas suas férias. 🤓
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▪︎ mas, também já senti alívio por "ganhar" uma semana de folga (de mim mesma!?). 🤡
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ocorre que agora, pela primeira vez, eu mesma ocupo o papel da psicóloga e experimento o outro lado da história.
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comunico meu recesso com uma sensação misturada de "mereço descansar" com "estou faltando".
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aí, lembro de uma fala de amiga (musa) e colega, quando disse que: "é preciso se dar a devida desimportância" e me dou (a) conta de que não significa que a minha ausência provocará, necessariamente, efeitos no trabalho que realizamos entre psicóloga-paciente.
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e, caso hajam efeitos, o espaço terapêutico, no retorno, é o lugar ideal para tentarmos dar significados e avançarmos.
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percebo que o vínculo construído não será assim tão facilmente estilhaçado, como uma taça de espumante que escapa da mão e vai ao chão na euforia da virada. é preciso mais que alguns dias de separação para tanto desfazimento.
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e, com isso em mente, entendo que é possível sair de férias, desligar o botão da psicóloga por uns dias, porque ela não irá sumir de mim e eu... serei necessária sendo desimportante.
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