01/07/2021
Obesidade na mulher aumenta risco de doenças cardiovasculares
Um dos fatores de risco das doenças cardiovasculares que têm se tornado prevalente nos últimos anos é o excesso de peso. Das seis principais causas de morte no Brasil, quatro estão diretamente ligadas à obesidade: acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão.
Indicadores do Ministério da Saúde mostram o avanço do problema com o aumento de 60% da prevalência da obesidade no Brasil nos últimos dez anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O sobrepeso na população também subiu de 42,6% para 53,8% no período. Ou seja, a maioria dos brasileiros está acima do peso ideal
Contudo, existe uma certa diferença entre a obesidade no homem e na mulher, sendo que a obesidade feminina possui algumas especificidades interessantes que valem nossa atenção no sentido de cuidados com a saúde.
Para contexto, existe o que chamamos de obesidade maçã, que é a do homem, caracterizada pela gordura visceral, aquela acumulada no abdômen; já na mulher, chamamos de obesidade pera. Ocorre que, após certa idade, principalmente após a menopausa, a mulher começa a desenvolver a gordura visceral, semelhante ao homem, aumentando as chances de desenvolver doenças cardiovasculares – entre elas hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto, arritmia, entre outras.
Uma vez que a mulher é protegida pelo estrogênio e perde essa proteção após a menopausa, evidentemente o risco é aumentado para doenças cardiovasculares, o que requer atenção das mulheres que se encontram acima do peso.
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Dra Natália Marchioli
Médica
CRM-MT 6116
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