26/02/2026
Ela chegou dizendo que queria emagrecer.
Mas o que ela tinha não era fome.
Era compulsão.
Ela comia rápido.
Escondido.
Sem nem perceber o sabor.
E depois vinha a culpa.
A vergonha.
A promessa de que “amanhã vai ser diferente”.
Mas nunca era.
Até que ela entendeu uma coisa:
ela não comia comida.
Ela comia emoções que não conseguia digerir.
Ansiedade virava doce.
Tristeza virava pão.
Solidão virava qualquer coisa que preenchesse o vazio por alguns minutos.
O corpo só estava expressando o que a mente não resolvia.
Compulsão não é falta de força.
É excesso de emoção mal processada.
Quando ela começou a organizar a mente,
o impulso perdeu força.
Porque o problema nunca foi o prato.
Era o que estava transbordando por dentro ou ainda pior: quem ela estava buscando e que faltava dentro dela?
Conhece alguém que passa por isso?