05/03/2026
A endometriose ainda é uma doença que muitas mulheres levam anos para descobrir. No consultório, não é raro ouvir histórias de pacientes que passaram 7, 8 ou até 10 anos convivendo com dor intensa, cólicas incapacitantes, alterações intestinais e cansaço constante até receberem o diagnóstico.
Quando ele finalmente chega, muitas vezes surge também outra preocupação: o impacto da endometriose na fertilidade.
Estudos mostram que cerca de 30% a 50% das mulheres com endometriose podem apresentar dificuldade para engravidar, já que a doença pode interferir em diferentes etapas do processo reprodutivo. O processo inflamatório pode alterar o ambiente pélvico, afetar a qualidade dos óvulos, prejudicar a função das tubas uterinas e até interferir na receptividade do endométrio — onde ocorre a implantação embrionária.
Um ponto importante que muitas mulheres ainda não sabem é que o ambiente metabólico e inflamatório do organismo também influencia a evolução da doença.
É exatamente nesse contexto que a nutrição pode se tornar uma aliada. Uma alimentação bem estruturada pode ajudar a modular processos inflamatórios, melhorar a sensibilidade à insulina e contribuir para um ambiente metabólico mais equilibrado.
Isso não significa que a nutrição seja uma cura para a endometriose, mas ela pode ser um pilar importante dentro de uma abordagem multidisciplinar, ajudando no manejo dos sintomas e também no preparo do organismo quando existe o desejo de engravidar.
Cada paciente é única, e entender o contexto metabólico e hormonal faz toda a diferença para construir uma estratégia nutricional realmente adequada.
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Melissa Tasso
Nutricionista Especialista em Fertilidade
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