16/12/2022
Buscar uma vida com menos estresse está entre as recomendações da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) para o controle da pressão arterial. Mas qual é a relação entre ambos e por que ela pode ser perigosa?
Um dos males da sociedade contemporânea perante os desafios e as tensões do dia a dia (por exemplo relativos a questões financeiras, profissionais ou de relações interpessoais) é o estresse, que nada mais é do que a reação natural do corpo a situações de ameaça — como medo, raiva ou susto.
Essa resposta do organismo, que é um mecanismo de proteção para deixá-lo em alerta, provoca um aumento da produção de adrenalina e cortisol pelas glândulas suprarrenais, acelerando, consequentemente, os batimentos cardíacos e a respiração. Os músculos também se contraem, os vasos sanguíneos são comprimidos e a pressão aumenta.
Tais hormônios ajudam em funções importantes, como na redução de inflamações e no funcionamento do sistema imunológico, como é o caso do cortisol. Então, as mudanças hormonais causadas pelo estresse em pequenas doses não são prejudiciais, porque o corpo saudável volta em seguida ao estado normal.
No entanto, se essas substâncias forem liberadas em níveis excessivos, os efeitos podem ser adversos; portanto, o problema está no estímulo permanente à produção desses hormônios, ou seja, na sobrecarga.
Então, o estresse durante longos períodos passa a ser um fator de risco, impactando diretamente a pressão arterial, podendo causar a hipertensão. Esta é uma condição silenciosa, por isso é importante a atenção aos primeiros sinais de que o estresse se tornou crônico.
Se isso acontecer, o quadro pode evoluir e afetar vários órgãos, provocando doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC), além de falência renal e até demência.