15/11/2025
A DOR DA MULHER FERIDA
A mulher ferida não é fraca.
Ela só cansou de ser forte demais por tempo demais.
Ela carrega um sorriso treinado, aquele “tá tudo bem” automático que ela aprendeu lá atrás — quando ninguém tinha tempo, paciência ou disposição pra ouvir o que ela realmente sentia.
Então ela aprendeu a engolir.
Engoliu o choro, engoliu o medo, engoliu o mundo.
E hoje…
A dor dela não aparece gritando.
A dor dela aparece no jeito que ela se culpa por tudo.
No jeito que ela tenta controlar o que é incontrolável.
No jeito que ela ama até perder a própria identidade.
No jeito que ela se acha insuficiente mesmo fazendo o impossível.
A mulher ferida vive no modo sobrevivência.
Dormindo pouco, sentindo muito.
Cuidando de todo mundo, esquecendo dela mesma.
Achando que precisa ser perfeita pra ser amada.
Achando que, se ela errar, vai perder tudo — porque um dia ensinaram que amor é condicional.
Ela sente…
💔 medo de ser abandonada
💔 medo de não ser escolhida
💔 medo de precisar demais
💔 medo de ser “difícil”
💔 medo de ser rejeitada por existir
Ela não foi ferida ontem.
Ela foi ferida quando era pequena e entendeu que pra pertencer precisava se encolher.
E até hoje, adulta, ela se encolhe — mas por dentro grita pra alguém finalmente dizer:
“Eu te vejo.”
A verdade?
A mulher ferida não quer um salvador.
Ela quer descanso.
Quer paz.
Quer alguém que não a faça duvidar do próprio valor.
Quer se sentir segura o suficiente pra não precisar se defender o tempo todo.
Mas acima de tudo…
Ela quer voltar pra ela mesma.
Pra versão dela que existia antes da dor ensinar que sentir era perigoso.
E quando ela encontra esse caminho…
Meu amor, nada segura.