24/02/2026
Essa semana eu atendi uma paciente nova no Renova.
Engenheira, mãe, casada. Acorda às seis, leva o filho para a escola, treina, trabalha o dia inteiro, cuida da casa, busca o filho, janta tarde… e ainda tenta “dar conta” do próprio corpo no meio disso tudo.
Ela me procurou porque queria perder peso e controlar a inflamação do lipedema. Disse que já tinha feito de tudo: treino intenso desde os 18 anos porque sempre achou as pernas desproporcionais; aumentava carga mesmo ficando roxa, cheia de nódulos; fez massagem modeladora; fez dieta restritiva; treinava em jejum.
E o lipedema piorou.
Depois da gravidez veio o diagnóstico, entre grau 2 e 3, em pernas e braços. Veio também a vergonha de usar short, o medo da menopausa, o medo do que pode acontecer com o corpo no futuro. Como se não bastasse, ela convive com uma arritmia cardíaca grave e usa um desfibrilador implantável. O corpo dela não pode ser tratado na base da agressividade.
Quando uma mulher assim senta na minha frente, eu não penso em restrição. Eu penso em estratégia.
Porque o problema não é falta de esforço. É excesso de cobrança. É um corpo que foi pressionado por anos enquanto já estava inflamado.
Lipedema não melhora com mais intensidade, mais jejum, mais radicalismo. Melhora quando a gente entende limite, ajusta a dose do exercício, organiza comida de verdade, regula estresse e constrói um plano que caiba na vida real.
O Renova é isso: sair da luta cega e aprender a conduzir o próprio corpo com inteligência.
Se você se reconheceu nessa história, me chama no direct. Vamos olhar para o seu caso com a profundidade que ele merece.