26/02/2026
O luto não é uma linha reta.
Ele acontece em ondas.
Tem dias em que o mar parece calmo — você trabalha, ri, consegue seguir.
E, de repente, uma lembrança, um cheiro, uma música… e a onda vem.
Às vezes é forte, derruba, tira o ar.
Às vezes é mais suave, mas ainda assim molha tudo por dentro.
Muita gente acha que “já deveria ter passado”.
Mas o luto não funciona por prazo. Ele funciona por vínculo. Quanto mais significativo foi o laço, mais complexa pode ser a travessia.
Viver o luto em ondas não significa estar regredindo.
Significa que o amor existiu.
Significa que o psiquismo está tentando reorganizar uma ausência que não tem substituto.
Com o tempo, as ondas não necessariamente deixam de existir —
mas você aprende a reconhecê-las, a respirar nelas e a confiar que também vai conseguir voltar à superfície.
Se você está vivendo um luto, seja gentil consigo.