Consultório Psi

Consultório Psi Atendimento on-line e presencial

15/07/2022

"Nossas possibilidades de felicidade sempre são restringidas por nossa própria constituição. Já a infelicidade é muito menos difícil de experimentar. O sofrimento nos ameaça a partir de três direções: de nosso próprio corpo, condenado à decadência e à dissolução, e que nem mesmo pode dispensar o sofrimento e a ansiedade como sinais de advertência; do mundo externo, que pode voltar-se contra nós com forças de destruição esmagadoras e impiedosas; e, finalmente, de nossos relacionamentos com os outros homens. O sofrimento que provém dessa última fonte talvez nos seja mais penoso do que qualquer outro. Tendemos a encará-lo como uma espécie de acréscimo gratuito, embora ele não possa ser menos fatidicamente inevitável do que o sofrimento oriundo de outras fontes." (Freud em "O mal-estar na civilização", 1929)

Sim, nem sempre se está bem e falar sobre isso está tudo bem, faz bem.
16/05/2022

Sim, nem sempre se está bem e falar sobre isso está tudo bem, faz bem.

Como alguns de vocês já devem saber, durante o show do Metallica em Belo Horizonte, James se abriu com a platéia e falou sobre o fato de não se sentir 100%, envelhecer, se sentir inseguro sobre sua capacidade de tocar entre outras coisas, o que foi chocante. Se abrir daquela forma, mostrar sua vulnerabilidade e falar sobre a saúde mental daquela forma foi uma coisa positiva, mas também, de certa forma, triste. Muitos de nós comentávamos sobre como eles pareciam felizes durante os últimos 5 shows, e vimos que eles estavam arrasando. Vê-lo cair no choro e ser consolado nos braços de seus irmãos daquela forma expôs de forma clara o que ele realmente sente. É muito bom que ele fale sobre isso, pois ajuda não somente a ele, mas a muitos de nós que o seguimos e admiramos: está tudo bem não estar bem, fale sobre isso e busque por ajuda. Você nunca está sozinho… 🙏🏻

Foto e considerações Edgar TMCC

21/04/2022

DestaqueNas NoticiasInternacional Relatos de Pacientes Revelam Antidepressivos ISRS Muitas vezes Levam ao Embotamento Emocional De acordo com relatos de pacientes, os antidepressivos ISRS levam com mais frequência à experiência subjetiva de embotamento emocional. De Richard Sears - 20/04/2022 0 4...

Boa pergunta!
20/02/2022

Boa pergunta!

FÓRUM SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE POSICIONA-SE CONTRÁRIA À ATUALIZAÇÃO DO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES[...]

12/02/2022

Somos o
Blog: Sociologia & Análise

06/05/2021

Atendimento on-line e presencial
Contato: (32)99923-5436

27/03/2021

Freud perdeu sua filha, Sophie, aos 26 anos e grávida do terceiro filho dela, na epidemia de gripe espanhola.

No mesmo ano, seu texto "Além do princípio de prazer" (1920), foi publicado. Embora tenha sido escrito antes dessa tragédia (ainda que tenha sido editado depois), foi a partir desse ano que a teoria psicanalítica se marcou em um "antes e um depois": a partir do conceito de pulsão de morte, aí desenvolvido.

Nesse texto, Freud indicou que há um lugar em nós que nos seduz de modo especial: a repetição de um sofrimento. Na ânsia de nos livrarmos de experiências traumáticas, a gente acaba por se fixar nelas.

No filme "Relatos do mundo" (Netflix, 2020) temos um homem que, em um encontro contingente com uma menina, se dispõe a levá-la para casa. Sem perceber, torna-se ele mesmo a casa daquela que não tem casa, assim como transmite a ela a possibilidade de "fazer casa" através das histórias que ele lê.

Na cena que mais marcou, ele, do alto de sua neurose, transmite sua boa intenção: "Siga essa linha sem olhar para trás".

A menina, com sua sabedoria indígena e infantil, nos ensina: "Para seguir em frente você deve primeiro se lembrar".

Que a gente lembre das dificuldades e horrores que temos vivido nesses tempos de pandemia. Que possamos escrever, ler e transmitir a história que vivemos!

18/02/2021

Já que disseram que ontem foi "dia dos gatos", vim compartilhar uma coisinha que aprendi lendo o texto do Freud "Introdução ao narcisismo" (1914).

Lá, Freud discorre sobre duas modalidades amorosas: a narcisica e a objetal.

Para ele, a narcísica acontece quando o que se ama no outro dá notícias de nós mesmos: amamos quem nos lembra quem já fomos, quem somos, quem queremos ser ou quem já foi parte de nós.

A objetal acontece quando o que amamos é o narcisismo que o outro tem, ou parece ter. Para exemplificar a modalidade objetal do amor, Freud cita o encanto que muitos de nós tem com os gatos. Estes, parecem ser extremamente autossuficientes. Diferentemente de nós (neuróticos), que tendemos a verificar constantemente se o outro valida nosso modo de ser, fazer, viver, amar...os gatos demonstram uma imensa autonomia em relação ao afeto. Essa autonomia nos causa fascínio e acorda o modo objetal de amar.

Assim, o que Freud nos leva a concluir é que o que amamos no outro, nessa modalidade objetal, é a relação que o outro tem com o seu próprio narcisismo.

Trocando em miúdos, quanto mais segura de si uma pessoa é, mais ela causa admiração nas pessoas ao seu redor, que têm o narcisismo furado e por isso são inseguras.

Nessa série de objetos que nos fascinam, junto com os gatos, Freud cita os humoristas e os criminosos, que parecem ter um narcisismo inatacável.

Se vocês forem pesquisar a quantidade de serial killers presos com legiões de fãs escrevendo cartas de amor para eles, pedindo em casamento e até mesmo vivendo a vida juntos depois da prisão, talvez se surpreendam.

Não sei vocês, mas eu prefiro os gatos e os humoristas!

13/02/2021

Freud se refere ao primeiro tempo da constituição do narcisismo da criança como "sua majestade, o bebê" (1915). Quando uma criança chega, a rotina da família gira em torno dela. Os pais reinvestem os sonhos que fizeram para si mesmos e já abandonaram - naquela criança maravilhosa que acabou de chegar.

Mas se as coisas correm relativamente bem, esse narcisismo logo será furado. Essa criança se dará conta de que ela não é essa coisa toda, que não basta ela existir para ser amada e agradável, que é preciso perder um pouco de satisfação para entar em nossa cultura.

O fundamento da nossa cultura é esse, todo mundo perde um pouquinho e então todo mundo ganha um poucão. É o que Freud nos ensina em "O mal-estar na civilização" (1930). É preciso perder para ganhar, ainda que às vezes a gente perca e não ganhe.

Mas não é só a criança que chega que precisa perder, mas os pais também (ou principalmente).

Aquela imagem idealizada pela criança da nossa própria infância, que jurou que nunca gritaria com os filhos como a mãe, que jamais diria coisas como o pai etc....será perdida.

Aquele parto idealizado, a amamentação incrível, a educação sem gritos, a amizade sem perrengues, a aceitação incondicional....tudo isso será perdido em alguma medida, se tivermos filhos.

Se não é assim, temos uma legião de pais angustiados pq acham que não podem decidir nada pela criança - e uma legião de crianças angustiadas porque são convocadas pelos pais a decidirem algo por si mesmas quando ainda é cedo demais para elas.

Menos cartilhas a ferro e fogo, minha gente. (Ainda mais quando há taaantas pululando pela internet) Mais perda narcísica.

É tarefa dos pais se desidealizarem para dar um respiro aos seus filhos. Vamos com calma nas nossas autoexigências. Deuzolivre ter pais de quem não tenhamos do que reclamar.

06/02/2021

O texto relata a história do americano Will Hall. Uma figura de crescente importância nos movimentos internacionais de sobreviventes e recuperação na saúde mental.

30/01/2021

Me conta um instante de felicidade seu?!

26/01/2021

Amor é frio na barriga, é flerte com abismo, é dia na noite.

Amor é precisar recuar e não poder, é fazer casa do corpo do outro, é se preocupar com os riscos do desamor.

Amor é precisar voar e não saber como, é lembrar no meio do voo que não há paraquedas, é se esborrachar do modo menos trágico o possível.

Amor é esquecer de si pelo outro, é lembrar que não há amor pelo outro quando não há amor por si, é um instante quase milagroso em que se diferencia amor de abandono, devoção ou delírio.

25/01/2021
21/01/2021

As pessoas mais encantadoras tendem a ser aquelas que não se esforçam demasiadamente para agradar os outros.

Não porque adotem o discurso cínico do "eu sou assim mesmo e ponto final", mas por uma leveza no modo de ser, consequência de assumir sua posição de faltante.

Além de ser impossível agradar a todos, também é absolutamente desnecessário.

03/12/2020

"Dizemos para nós mesmos que as pessoas felizes devem estar em alguma parte. Pois bem, se vocês não tiram isso da cabeça, é que não compreenderam nada da psicanálise."

(Lacan, Seminário 3, p. 99)

Que raios será a felicidade? Tenho dito que a ideia que se propaga por aí é um delírio do nosso século.

Essa felicidade que chegará depois da vacina, depois que se emagrecer, depois que se terminar a pós, depois que se engostosar, depois que sair desse relacionamento, depois que se entrar em outro, depois que depois que depois... nunca chega em nós, só nos coleguinhas.

Os coleguinhas, sim, esses sabem ser felizes, sabem g***r, porque passeiam, viajam, comem, bebem, se divertem, ou porque cumprem o isolamento social de boa, não se angustiam, estudam línguas, escrevem artigos, mudam de emprego e de namorados, não há pandemia que os barre, devem ter dinheiro, devem ter amor, devem ter tido uma família bem estruturada, devem não ter neurônios, devem não ter culpa, devem não dever nada a ninguém, malditos coleguinhas.

Eis a estrutura do funcionamento neurótico.

É à medida que a gente consente com a queda do Outro, que conseguimos verificar que a falta está para todos, que começamos a elaborar o luto pela ideia infantil que tínhamos do que era felicidade - que, pasmem: podemos encontrar algo dela.

De uma felicidade furada, é claro.

30/11/2020

"O br**car é o meio mais importante de expressão da criança. Se utilizarmos a técnica do br**car, logo descobriremos que a criança traz tantas associações aos elementos separados da sua br**cadeira quanto os adultos com os elementos separados de seus sonhos. Esses elementos separados do br**car são indicações para o observador experiente; e, enquanto br**ca, a criança também conversa e diz toda a sorte de coisas, que tem o valor de genuínas associações."

Melanie Klein.

Endereço

Dores De Campos, MG

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