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"Explorando a psicanálise como ferramenta de compreensão e transformação, nossas palestras abordam questões cruciais sobre criminalidade, comportamento humano e prevenção.

O Adolescente e a Repulsa pela Própria FeminilidadeNa contemporaneidade, observa-se um fenômeno crescente: adolescentes ...
06/11/2025

O Adolescente e a Repulsa pela Própria Feminilidade

Na contemporaneidade, observa-se um fenômeno crescente: adolescentes do s**o masculino manifestando traços femininos — na fala, na postura, na sensibilidade e até na forma de expressão emocional — e, paradoxalmente, demonstrando repulsa, vergonha ou até hostilidade diante dessas mesmas características.

Esse conflito interno nasce da colisão entre dois mundos psíquicos. De um lado, a sociedade moderna, que flexibiliza papéis de gênero e valoriza a liberdade de expressão. Do outro, um inconsciente coletivo ainda preso a arquétipos rígidos de masculinidade — o guerreiro, o dominador, o invulnerável.

Quando o jovem, em processo de formação de identidade, expressa aspectos da anima (a parte feminina da psique descrita por Jung), ele toca zonas de vulnerabilidade e afeto que a cultura masculina costuma reprimir. O desconforto, então, não vem apenas da aparência ou do gesto, mas da sensação de “traição” ao ideal masculino internalizado desde a infância.

A repulsa é, na verdade, um mecanismo de defesa — uma forma inconsciente de tentar recalcar aquilo que desperta medo: a perda da referência identitária e o julgamento social. Ao rejeitar o feminino em si, o adolescente busca reafirmar a masculinidade idealizada, mas acaba se distanciando da própria autenticidade emocional.

O trabalho terapêutico deve focar na integração: compreender que os polos masculino e feminino coexistem em todos os seres humanos, e que o equilíbrio entre força e sensibilidade é o verdadeiro sinal de maturidade psíquica. Somente quando o adolescente aceita suas nuances, ele deixa de lutar contra si mesmo e começa, enfim, a se tornar inteiro.

Sandro César Roberto

05/11/2025

REALIDADE CRUEL — O AMOR SOB A ESPADA

Em algumas nações onde a fé dita a lei, o simples ato de amar pode custar a vida.
Homens são perseguidos, torturados e, muitas vezes, decapitados em praças públicas, diante de multidões que aplaudem como se o sangue limpasse o pecado.
Outros são apedrejados, enforcados ou lançados do alto de edifícios — e tudo isso em nome de Deus.

O crime?
Amar alguém do mesmo s**o.
Desejar o que o dogma não permite.
Ser o que a tradição insiste em apagar.

A fé que deveria acolher se torna lâmina; o altar, cadafalso.
E o silêncio do mundo é ensurdecedor.
Enquanto corpos tombam, governos se calam, e o medo se perpetua nos becos e nas almas.

Esses homens e mulheres vivem o terror de existir entre duas mortes:
a física, que os regimes impõem;
e a psíquica, que nasce da vergonha, do ódio introjetado e da culpa que corrói o ser.

Na lente da psicanálise, o que vemos é um ego despedaçado — o sujeito aprisionado entre o desejo e o superego social que o condena.
Ele aprende a odiar a si mesmo para tentar sobreviver num ambiente que o nega.
Mas o recalque coletivo sempre cobra seu preço: violência, repressão e sofrimento que se repetem de geração em geração.

A verdadeira doença não está no desejo —
está na sociedade que precisa destruir o outro para silenciar o próprio medo.

E talvez um dia, quando o amor deixar de ser sentença e voltar a ser milagre,
a fé volte a cumprir seu papel original: salvar, não matar.

Sandro César Roberto

16/10/2025

É perturbador perceber como a moda contemporânea flerta com o obscuro, transformando em estética o que foi símbolo de dor e opressão. Da idolatria velada aos uniformes militares nazistas à recente apropriação das listras dos prisioneiros dos campos de concentração, a indústria parece testar os limites da memória e da ética. O que antes marcava a desumanização, hoje é desfilado com glamour e ignorância histórica. Falta discernimento, empatia e, sobretudo, consciência. Quando a vaidade supera a lembrança do sofrimento humano, a moda deixa de ser expressão e passa a ser provocação vazia — um espelho frio da nossa superficialidade coletiva.

Avaliação psicanalítica:
Sob a ótica psicanalítica, a moda contemporânea revela uma busca inconsciente por poder e pertencimento. A repetição de símbolos ligados à dor e à dominação não é acaso, mas um retorno do reprimido: a tentativa de reencenar, de forma estetizada, aquilo que a humanidade não elaborou plenamente — a culpa e o trauma da barbárie. O consumo de imagens ligadas ao sofrimento é uma forma de negar a própria fragilidade, projetando força onde houve horror. A moda, assim, torna-se sintoma: uma linguagem inconsciente que expressa a negação do luto coletivo e o fascínio do ego pela dominação e pela estética do poder.

Sandro César Roberto

Ações e trabalhos constantes para o povo.
29/09/2025

Ações e trabalhos constantes para o povo.

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