16/01/2026
A ansiedade antecipatória acontece quando o cérebro começa a sofrer antes de algo realmente acontecer.
Ao consumir notícias internacionais sobre guerras, crises econômicas, pandemias ou catástrofes, o cérebro interpreta essas informações como sinais de perigo iminente, mesmo que o evento esteja distante da nossa realidade imediata.
Do ponto de vista da neurociência e da psicologia, isso ocorre porque o cérebro humano foi programado para detectar ameaças e garantir a sobrevivência.
A amígdala cerebral, estrutura responsável por identificar riscos, não distingue bem entre uma ameaça real e imediata e uma ameaça simbólica ou futura.
Quando o conteúdo é repetitivo, dramático ou sensacionalista, o cérebro entra em modo de alerta constante.
Esse processo ativa pensamentos automáticos como:
“E se isso acontecer comigo?”
“E se tudo piorar?”
“E se eu não estiver preparado?”
Esses pensamentos estimulam o sistema de estresse, com liberação de cortisol e adrenalina, gerando sintomas como tensão muscular, taquicardia, dificuldade para dormir, irritabilidade e sensação de perda de controle.
Além disso, a incerteza é um dos principais gatilhos da ansiedade.
Notícias internacionais geralmente apresentam cenários sem previsibilidade, o que aumenta a sensação de ameaça prolongada e impotência.
Em resumo, o cérebro entra em modo de ameaça porque:
Interpreta notícias negativas como risco à sobrevivência.
Não diferencia perigo distante de perigo imediato.
Reage à repetição e ao tom alarmista
Sofre com a falta de controle e previsibilidade.
Compreender esse mecanismo ajuda a criar limites no consumo de notícias e a proteger a saúde mental em um mundo hiperconectado.