16/09/2025
Quantas vezes você já pensou: “Se eu parar, estou perdendo tempo”?
Talvez naquele momento em que o corpo pede 5 minutos de descanso, mas a cabeça responde: “Ah não, tem tanta coisa pra fazer!”.
Na nossa rotina, o “descanso” muitas vezes vem acompanhado de culpa. É como se o mundo fosse desabar se você parar para tomar um café sem olhar para o celular, ou se deitar no sofá sem abrir o notebook no colo. Mas vamos combinar: quem nunca se sentiu quase um criminoso por tirar uma soneca no meio da tarde?
Na Gestalt-terapia, olhamos para o ser humano como um todo. E nesse todo, o descanso não é luxo, é necessidade. Pense assim: até o celular precisa ser recarregado. Se você não pluga na tomada, a bateria acaba. Com a gente, é a mesma coisa — só que, ao contrário do celular, não dá pra comprar outra bateria no shopping.
Exemplos?
Você insiste em terminar aquele relatório já cansado, e no dia seguinte descobre que errou tudo porque estava com a cabeça fritando.
Passa o dia sem pausa, e quando chega em casa, desconta a irritação em quem não tem nada a ver com isso (tipo o gato que só queria carinho).
Ou aquele clássico: maratona de tarefas o dia inteiro, mas no final, a sensação é de que “não rendeu”.
Descansar não é perder tempo. É permitir que corpo e mente se reorganizem, que você volte com clareza, energia e até humor para lidar com a vida. Às vezes, é no banho, na caminhada sem fone ou na pausa do café que surgem as melhores ideias.
Então, da próxima vez que sentir culpa por descansar, lembra: você não é preguiçoso, você é humano. E, se até as janelas do Windows travam quando ficam tempo demais sem reiniciar, quem dirá a gente. 😁
Hoje o descanso desperta relaxamento ou culpa em você?