19/08/2020
• A ventriculomegalia ou hidrocefalia, como é mais conhecida, caracteriza-se por aumento de volume do
líquido cefalorraqueano (LCR) associado à dilatação dos
ventrículos cerebrais. Geralmente está associada como consequência de uma obstrução à circulação liquórica, que pode ocorrer em vários locais, no forame de Monro, no aqueduto de Sylvius, no forame de Magendie, no forame de
Luschka, ou no espaço subaracnóideo.
• O presente estudo trata-se de um relato de caso clínico, baseado na análise das avaliações e evoluções no prontuário de um paciente com diagnóstico clínico de hidrocefalia
atendido no serviço de Fisioterapia do Núcleo de Atenção Médica Integrada – NAMI, com frequência semanal de dois atendimentos. Os dados coletados referem-se ao
período entre a primeira avaliação, realizada no dia 13 de
agosto de 2007, e a última avaliação, no dia 06 de abril de
2009. Para isso a criança foi classif**ada pelo Sistema de
Classif**ação da Função Motora Grossa (GMFSC - Gross
Motor Function Classif**ation System) (18) e utilizou-se um
Protocolo de Avaliação que constava com Identif**ação; Dados pré-natais; Dados neonatais; e Avaliação sensóriomotora. Nesta última avaliou-se organização postural,
esquemas de ação/utilização dos sentidos, coordenação,
atividades da vida diária, tônus e desenvolvimento motor
em decúbito dorsal, lateral, ventral, sentado, em posição de gatas, em pé e deambulando.
• A hidrocefalia apresenta-se com limitações funcionais de mobilidade, equilíbrio e coordenação, prejudicando a realização de atividades e, consequentemente,
comprometendo o desenvolvimento neuropsicomotor, sendo este um ponto importante para intervenção
fisioterapêutica. De acordo com os achados do GMFSC e da ficha de Avaliação Sensório-Motora, o paciente obteve evolução ao término do período do estudo, sugere-se,
portanto, que o programa de intervenção proposto, aliado
ao desenvolvimento intrínseco da criança, contribuiu para a
aquisição de habilidades funcionais.