13/04/2026
Eu tenho uma família maratonista. Sim!
E esse post é sobre sonhos.
Em 2026, Deus nos permitiu viver dois sonhos que já habitavam nosso coração há muito tempo. O meu: o parto natural vaginal. O dele: a maratona completa.
E todo sonho precisa de quem sonha e realiza, mas também de quem sustenta, cuida e protege. Porque o sonho não tem estrutura própria. Ele precisa de mãos que sustentem, de corações que acolham e de força para continuar.
Vivemos momentos muito duros. Eu vivi muita renúncia no puerpério do nosso menino tão sonhado. Ele veio ao mundo no meu parto vaginal, e você estava ali, presente, silencioso, firme, sem soltar minha mão e sustentando meu coração. Naquele momento, eu te amei ainda mais.
Depois veio o ciclo da maratona. Eu suportei coisas que nem sei explicar como, e você também, com tanto treino, tanto volume, tanto foco, uma disciplina que me fez ver ainda mais claramente do que você é capaz.
Eu vivi dias insones e madrugadas de oração, mas sabia exatamente por que estava vivendo tudo aquilo. A preparação dessa maratona também foi minha, porque eu sabia que dela viria uma grande graça, uma transformação real na nossa família.
E foi no Dia da Misericórdia, véspera do aniversário da cidade que escolhemos amar, num dia difícil pra você, que algo maior aconteceu. Na dor da corrida, você encontrou o amor incondicional de Deus por você, por nós, pela família que Ele nos confiou construir e amadurecer.
Eu nunca duvidei! Chorei quando não te via, sem saber como você estava, mas com a certeza de que, no fim, eu te abraçaria, nós estaríamos juntos, e seguiríamos correndo lado a lado até qualquer linha de chegada que a vida nos oferecer.
Te amo.
Sua Lu.