14/12/2025
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Depoimento de Paciente***
Procurei um terapeuta TRG porque eu já não sabia mais como ajudar minha filha.
Desde que ela perdeu a mãe aos 6 anos, o luto nunca deu trégua. Dois anos se passaram e ela continuava triste, retraída e com sinais claros de depressão.
Além disso, enfrentava dores constantes no ouvido e na garganta, sempre do lado esquerdo. Muitas noites eu acordava com ela chorando, dizendo que não conseguia suportar o incômodo.
Era angustiante ver minha filha sofrer daquele jeito.
A terapeuta me contou que, em uma das sessões, durante o reprocessamento, surgiu o dia da morte da mãe. Minha filha relatou que, naquele momento, sentiu o ouvido doer como se estivessem enfiando um espinho e que a boca ficou muito amarga.
A terapeuta me perguntou se havia a possibilidade de ela ter escutado alguma conversa sobre a morte da mãe naquele dia. Na hora, fiquei paralisado. Eu acreditava que ela não tinha ouvido nada. Mas depois percebi que, mesmo sem intenção, talvez ela tenha escutado sim.
A terapeuta me explicou que o corpo dela pode ter reagido àquela dor do jeito que conseguiu, como uma forma de lidar com sentimentos tão difíceis.
Com o avanço das sessões, comecei a perceber mudanças importantes. Minha filha passou a dormir melhor, ficou mais estável emocionalmente e, para minha surpresa, as dores no ouvido e na garganta diminuíram até desaparecer.
Foi como se aquela vivência tão difícil finalmente tivesse encontrado um lugar mais seguro dentro dela. E, pela primeira vez em muito tempo, eu senti que minha filha estava voltando a respirar com leveza.