13/12/2025
Aos 34 anos, no auge da minha carreira, comecei a ter dores de cabeça tão fortes que fiquei com receio de que fosse algo sério. Procurei um médico, fiz todos os exames necessários e recebi a informação de que estava tudo dentro da normalidade. Mesmo assim, a dor continuava, e eu não conseguia entender por quê.
No trabalho, a dor parecia aumentar. Eu me cobrava demais, queria sempre provar meu valor e tinha medo de ser substituído. Cada reunião me deixava mais tenso, mas eu não sabia explicar de onde tudo isso vinha. Só sentia que algo dentro de mim estava constantemente em alerta.
Um dia, uma colega comentou sobre a TRG. Como já não sabia mais o que fazer, decidi tentar. Depois de algumas sessões, comecei a compreender melhor o que estava acontecendo.
A terapeuta explicou que o corpo pode reagir quando algo do presente desperta uma marca emocional antiga. Foi aí que lembrei da minha infância. Minha mãe me comparava o tempo todo com meus primos e eu cresci acreditando que precisava me esforçar muito para ser “bom o bastante”.
Quando percebi isso, entendi que o mesmo medo de não ser suficiente continuava aparecendo no trabalho. A dor que eu não conseguia explicar era uma resposta antiga que o meu corpo ainda carregava.
Depois do reprocessamento, esse peso finalmente deixou de existir. A dor desapareceu, e aquele medo constante que me acompanhava há anos simplesmente não voltou mais.