Dra. Thays Curi

Dra. Thays Curi Psiquiatria
CRM/SP: 226361
Atendimento online e presencial
📍 Guaíra, SP

Existe uma ansiedade que não chega a parecer “um problema”. Não vira crise, não faz perder o controle, não provoca nada ...
23/01/2026

Existe uma ansiedade que não chega a parecer “um problema”. Não vira crise, não faz perder o controle, não provoca nada que pareça grave; Mesmo assim, está sempre ali.

É um desconforto discreto, daqueles que você até se acostuma: um corpo levemente tenso, uma mente que não desacelera, uma irritação que aparece sem motivo claro.

Você funciona, cumpre tarefas, conversa, resolve o que precisa. Mas faz tudo com a sensação de que está sempre um pouco acima do seu limite real.

Como não há um episódio marcante, muita gente ignora. Atribui ao ritmo da vida, ao jeito de ser, ao estresse da semana. Só que esse “pouquinho” constante cobra um preço.

O sono f**a pior, o foco diminui, o cansaço acumula. A vida passa a ser administrada no automático, e não experimentada com presença.
Essa zona cinzenta da ansiedade não costuma chamar atenção, mas desgasta aos poucos, do mesmo jeito.

Reconhecer esses sinais não é exagero. Não é preciso esperar algo explodir para procurar ajuda.
Às vezes, o que desgasta mais é justamente aquilo que nunca vira crise, mas também nunca vai embora.

A nossa rotina nos mantém tão ocupados que às vezes o que falta não é melhorar, mas começar a perceber as pequenas melho...
16/01/2026

A nossa rotina nos mantém tão ocupados que às vezes o que falta não é melhorar, mas começar a perceber as pequenas melhoras. Arrasta pro lado pra entender. ➡️

Janeiro Branco costuma ser apresentado como um convite para “cuidar da mente”. Mas, na prática, o que isso quer dizer?No...
15/01/2026

Janeiro Branco costuma ser apresentado como um convite para “cuidar da mente”. Mas, na prática, o que isso quer dizer?

No consultório, saúde mental nunca é uma ideia abstrata. Ela se manifesta nas mesmas queixas que atravessam o ano inteiro: dificuldade de dormir, irritabilidade constante, sensação de estar sempre atrasado para a própria vida, cansaço que não passa com descanso… Não surge em janeiro.
Talvez o valor desse mês esteja menos na ideia de recomeço e mais na pausa.

Janeiro expõe aquilo que o automático do ano anterior conseguiu disfarçar. Quando o barulho diminui, certas perguntas aparecem: isso que eu estou vivendo é sustentável? Por que eu naturalizei esse nível de exaustão? Em que momento eu parei de me escutar?

Meus pacientes sabem bem: falar de saúde mental não é prometer felicidade, nem sugerir que tudo se resolve com força de vontade. Ou você aprende a reconhecer limites, entender padrões e aceitar que ninguém funciona bem o tempo todo, ou vai continuar se frustrando.

Se o Janeiro Branco servir para algo, que seja para legitimar esse olhar mais honesto sobre si. Sem slogans. Sem pressão para “dar conta”. Apenas com a disposição de ser mais honesto consigo mesmo. 💙

Não, não é que você seja difícil. Nós já falamos de desregulação emocional no TDAH por aqui.Cada um desses exemplos são ...
14/01/2026

Não, não é que você seja difícil. Nós já falamos de desregulação emocional no TDAH por aqui.
Cada um desses exemplos são gatilhos bastante conhecidos.

Sua raiva faz sentido, mas ela não é inevitável - e ninguém é obrigado a entender.

Entender porque seu “sangue ferve” em cada um desses contextos é uma ferramenta poderosa para conseguir manejar esse rompante emocional antes que ele tome conta de você. 😉

Estamos todos acostumados a pensar o borderline como aquele transtorno da explosão, da gritaria, das brigas homéricas, n...
11/01/2026

Estamos todos acostumados a pensar o borderline como aquele transtorno da explosão, da gritaria, das brigas homéricas, né?

Acontece que transtornos mentais acontecem em ✨pessoas ✨ e, como nós sabemos: pessoas são diferentes!

Algumas dessas pessoas muitas vezes atravessam a vida inteira enterrando todos esses excessos emocionais dentro de si mesmas. Engolem tudo, se controlam, parecem estáveis, funcionais. Criam uma versão pública de si que dá conta, mas pagam um preço alto por isso. A pressão interna vai acumulando, sem válvula de escape, até buscar saídas menos óbvias — e muitas vezes mais perigosas.

Quando a explosão não é uma opção, o corpo e a mente encontram outros caminhos. Às vezes, o alívio surge em comportamentos destrutivos: abuso de álcool ou outras substâncias para amortecer a intensidade interna; compulsões alimentares ou restrições severas como formas de controle; vícios em adrenalina, s**o, gastos, jogos; autolesões discretas que “ninguém precisa saber”; relacionamentos repetidamente arriscados; padrões extremos de trabalho que funcionam como fuga emocional. Nada disso aparece como gritaria.

Essas implosões não chamam tanta atenção quanto os rompantes emocionais, e por isso passam despercebidas até que causem consequências sérias. O ponto central não é julgar o comportamento, mas entender sua função: cada um deles tenta aliviar, ainda que de forma precária, uma carga emocional impossível de segurar sozinho.

Reconhecer esse padrão é essencial para que o tratamento não dependa do estereótipo da explosão para ser validado. Muita coisa acontece no silêncio e, com apoio adequado, essa intensidade pode finalmente encontrar caminhos mais seguros para se expressar.

Explosões emocionais são muito comuns em pessoas com TDAH — e não têm nada a ver com “drama”, “falta de limite” ou “gêni...
07/01/2026

Explosões emocionais são muito comuns em pessoas com TDAH — e não têm nada a ver com “drama”, “falta de limite” ou “gênio difícil”. Elas acontecem porque o cérebro dessas pessoas processa emoções de um jeito diferente, mais intenso e menos filtrado.

O córtex pré-frontal, responsável por funções como planejamento, controle de impulsos e regulação emocional, costuma apresentar menor atividade em quem tem TDAH. É essa parte do cérebro que nos ajuda a “pisar no freio” antes de reagir, é ela que nos faz pensar antes de agir. Já a amígdala cerebral, estrutura ligada à identif**ação de ameaças e à resposta emocional, costuma ser mais sensível e hiper-reativa.

Quando o “freio” está mais fraco e o “acelerador” mais forte, o resultado é um cérebro que sente tudo de forma muito intensa e reage rápido demais, muitas vezes sem conseguir passar pelo filtro racional.

Essas explosões não são simples “falta de paciência”. Elas costumam acontecer depois de uma sequência de pequenas frustrações, sobrecarga de estímulos ou sensação de rejeição, que o cérebro já cansado não consegue mais conter. É como um copo transbordando: o último gole parece ser o problema, mas o acúmulo veio antes.

O tratamento adequado pode mudar muito esse cenário. Medicação, psicoterapia focada em regulação emocional e rotinas estruturadas ajudam o cérebro a equilibrar melhor suas respostas. Além disso, sono de qualidade, pausas durante o dia, atividades físicas regulares e estratégias de autoconhecimento emocional ajudam a reduzir o impacto das reações impulsivas.

O objetivo não é “nunca mais sentir raiva” ou “não se irritar”, mas aprender a reconhecer o que o corpo e a mente estão sinalizando e dar tempo ao cérebro para respirar antes de reagir.

A nossa rotina nos mantém tão ocupados que às vezes o que falta não é melhorar, mas começar a perceber as pequenas melho...
04/01/2026

A nossa rotina nos mantém tão ocupados que às vezes o que falta não é melhorar, mas começar a perceber as pequenas melhoras. Arrasta pro lado pra entender. ➡️

Começos têm uma força discreta. Eles não mudam tudo de uma vez, não fazem promessas triunfais e nem pedem garantias. Com...
02/01/2026

Começos têm uma força discreta. Eles não mudam tudo de uma vez, não fazem promessas triunfais e nem pedem garantias. Começos só precisam de espaço. E de um pouco de coragem para admitir que dá para tentar de outro jeito.

No consultório, vejo que muita gente acha que só vale começar quando já está tudo organizado: rotina perfeita, motivação intacta, metas claras. Mas quase nunca é assim que funciona. Quase sempre o começo nasce no meio da bagunça, no meio do luto por um ano que não saiu como você queria, no cansaço de repetir velhos padrões ou simplesmente na vontade de viver uma vida diferente.

Talvez o poder dos começos esteja justamente nisso: eles não exigem que você esteja pronto. Começar é aceitar que um passo pode ser pequeno e ainda assim ser um passo. Que consistência não se constrói com grandes mudanças, mas com decisões simples que se repetem.

O começo do ano não resolve nada sozinho. Mas ele abre uma porta simbólica que ajuda muita gente a respirar fundo e a recalibrar o olhar. E, às vezes, é isso que falta: um sinal de que ainda existe espaço para ajustar a rota. Comece!

#2026

E lá se vai o furacão de 2025.Mais rápido que o anterior  — como a gente sempre sabe que vai ser, mas insiste em se surp...
31/12/2025

E lá se vai o furacão de 2025.
Mais rápido que o anterior — como a gente sempre sabe que vai ser, mas insiste em se surpreender no final —, passou bagunçando muita coisa.

Tive que lidar com silêncios que ensinaram mais do que qualquer palavra.Com ausências que continuam presentes de outro jeito. E com o susto que a vida dá quando ela quer lembrar a gente do que realmente importa.

Também foi um ano de conhecer pessoas incríveis, aprender com histórias que me atravessaram e desbravar novas “Thayses” dentro de mim; Estar ainda mais próxima da minha família, das minhas raízes, das conversas longas que me lembram quem eu sou.

Entre consultório, viagens, trabalho e pausas, percebi que tudo isso que a gente compartilha aqui não é só sobre tratar o que dói ou resolver problemas como quem conserta uma máquina.
É aprender a se reconstruir com o que ficou.
E seguir, sempre, à passos pequenos.

Se eu pudesse resumir 2025 em uma palavra, seria PRESENÇA.

Em tudo o que foi difícil, bonito, inesperado — eu estive lá. Cansada, mas presente.

Obrigada a quem fez parte disso comigo e um Feliz 2026 a todos! Nos vemos por aqui 💙

Na dúvida, perguntar antes de apontar o dedo é sempre recomendado. 😅
26/12/2025

Na dúvida, perguntar antes de apontar o dedo é sempre recomendado. 😅

Natal, pra mim, sempre foi sobre o simples.Tentar estar perto, mesmo quando a vida anda apertada.Com o tempo, fui entend...
24/12/2025

Natal, pra mim, sempre foi sobre o simples.
Tentar estar perto, mesmo quando a vida anda apertada.

Com o tempo, fui entendendo que essa data não é igual pra todo mundo.

Pra alguns, é reencontro.
Pra outros, é lembrança, saudade, ou até um certo vazio difícil de explicar.

E tá tudo bem.
Nem sempre o Natal é alegre, barulhento ou cheio de fotos em família. Às vezes, ele é só um dia mais calmo, de silêncios.

Esse ano, eu só quero agradecer.
Por cada conversa que me fez pensar, por cada abraço que me colocou de volta no eixo.

Que o Natal seja essa pausa. Uma oportunidade pra gente lembrar que estar vivo, de verdade, já é um presente enorme.

Feliz Natal. 💙🎄

No fim de semana, o coração transbordou de orgulho.Conheço a Maria Eduarda — Dudu — desde muito pequena. Vi crescer, vi ...
22/12/2025

No fim de semana, o coração transbordou de orgulho.

Conheço a Maria Eduarda — Dudu — desde muito pequena. Vi crescer, vi mudar, vi amadurecer.

No fim de semana, ela concluiu o terceiro colegial, tendo já conquistado algo imenso: a aprovação em Medicina. Não foi sorte. Foi construção diária e um sonho levado a sério.

Dudu, você merece cada passo que está dando. Que essa nova fase venha com desafios, aprendizado e propósito. O mundo precisa de médicos humanos — e você já começa sendo exatamente isso.

Muito orgulho. Sempre. 🩷🥰

Endereço

Avenida 13, Nº 580
Guaíra, SP

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