23/01/2026
Existe uma ansiedade que não chega a parecer “um problema”. Não vira crise, não faz perder o controle, não provoca nada que pareça grave; Mesmo assim, está sempre ali.
É um desconforto discreto, daqueles que você até se acostuma: um corpo levemente tenso, uma mente que não desacelera, uma irritação que aparece sem motivo claro.
Você funciona, cumpre tarefas, conversa, resolve o que precisa. Mas faz tudo com a sensação de que está sempre um pouco acima do seu limite real.
Como não há um episódio marcante, muita gente ignora. Atribui ao ritmo da vida, ao jeito de ser, ao estresse da semana. Só que esse “pouquinho” constante cobra um preço.
O sono f**a pior, o foco diminui, o cansaço acumula. A vida passa a ser administrada no automático, e não experimentada com presença.
Essa zona cinzenta da ansiedade não costuma chamar atenção, mas desgasta aos poucos, do mesmo jeito.
Reconhecer esses sinais não é exagero. Não é preciso esperar algo explodir para procurar ajuda.
Às vezes, o que desgasta mais é justamente aquilo que nunca vira crise, mas também nunca vai embora.