20/09/2022
Entre os anos 1835 e 1845, uma revolução tomou conta do Rio Grande do Sul, então província de São Pedro do Rio Grande do Sul. A Guerra dos Farrapos, também conhecida como Revolução Farroupilha, tinha caráter republicano e lutou contra o domínio do governo imperial.
Em 1831, o imperador Dom Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho Dom Pedro II. O problema é que ele ainda era criança na época, e não obedecia as determinações de maioridade da antiga Constituição para de fato reinar o país. Deu-se início a um período de Regência, um governo de transição para administrar o Brasil até que o novo imperador tivesse idade suficiente para governar.
Mas os gaúchos, que já andavam insatisfeitos com os altos impostos cobrados sobre os produtos rio-grandenses, como charque, erva mate, couro, sebo e graxa, não gostaram nada disso. Também simpatizavam com ideais republicanos e buscavam maior autonomia. Em 1835, Antônio Rodrigues Fernandes Braga foi nomeado presidente da província, em princípio para acalmar os ânimos. Mas suas ideias não agradaram os liberais, provocando atrito.
No dia 20 de setembro de 1835, revolucionários comandados por Bento Gonçalves tomaram a cidade de Porto Alegre e forçaram a retirada das tropas imperiais do local. Os revoltosos exigiram a nomeação de um novo presidente, mas o novo governante não agradou aos farroupilhas.
A revolução expandiu e, em 1836, os rebeldes proclamaram independência com a República de Piratini (cidade que seria capital do novo governo), também chamada de República Rio Grandense, com Bento Gonçalves como presidente — o governo imperial, é claro, não reconheceu a independência e continuou lutando.
Em 1840, Dom Pedro II assumiu o trono e tentou pacif**ar o país, que tinha revoltas também em outras províncias além do Rio Grande do Sul. A partir de 1842, as forças militares de seu governo, comandadas por Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, começaram a conter a revolta, tomando de volta cidades dominadas pelos farroupilhas.
Em 1845, após anos de luta e perdas de ambos os lados, foi assinado o tratado de Ponche verde, que encerrou o conflito, um dos mais signif**ativos na história do Brasil.