25/10/2025
Ontem e hoje vivi algo muito gostoso.
Participei do TDAH Summit com outras três profissionais; assistimos juntas lá na clínica.
Foram dois dias de muito conteúdo, mas também de muita risada, conversa fiada, troca, comes e bebes e apoio.
Entre uma palestra e outra, a gente discutia casos, compartilhava experiências, falava besteira, ria alto, brincava. Foi leve. Foi real.
E sabe o que me veio à cabeça?
Como para mim já foi difícil viver momentos assim.
No começo da minha carreira, eu tinha uma trava enorme pra me aproximar de outras profissionais.
Eu me sentia analisada o tempo todo — com medo de falar alguma bobagem e alguém pensar que eu não era uma boa profissional, ou que eu não levava as coisas tão a sério.
Demorei pra entender que o network não precisa ser esse ambiente formal, engessado, quase corporativo.
Um dos meus projetos mais especiais, o Café Cognitivo, nasceu exatamente disso: da vontade de criar encontros leves, com café, lanche e conversa boa.
Falamos de casos e temas pertinentes a nossa prática profissional sim, mas também de coisas da vida, de inseguranças, de imprevistos, de risadas e até de presepadas.
Foi ali que aprendi a me permitir ser vulnerável — falar do jeito que eu falo, rir como eu rio, brincar, ser eu.
E, pra minha surpresa, quanto mais eu me mostrava de verdade, mais eu me conectava.
As pessoas não se afastavam. Elas se aproximavam.
Ontem e hoje eu vivi isso de novo.
Aprendemos muito, mas também nos divertimos, nos apoiamos e nos reconhecemos nas histórias umas das outras.
E pra mim, é disso que o network é feito: de trocas genuínas, aprendizado, afeto, leveza e liberdade pra ser quem a gente é.
Que venham mais momentos de aprendizado, troca, mais risadas e mais encontros assim.