05/05/2021
O médico húngaro chamado Ignaz Semmelweis, do Hospital Geral de Viena, foi o primeiro profissional de saúde que manifestou preocupação com este hábito. O ano era 1848 e um dos problemas mais dramáticos que passavam as clínicas de obstetrícia era a altíssima incidência da infecção pós-parto (também conhecida como “febre do parto”). Semmelweis decidiu debruçar-se em como poderia reduzir este problema.
O princ**al hábito de higiene no parto era manter as portas e janelas da sala fechadas. Era muito comum, por exemplo, que médicos dissecassem um cadáver por horas, tentando descobrir a causa de uma morte, e poucos minutos depois se dirigissem para um parto sem higienizar as mãos.
O sinal de alerta de Semmelweis foi acionado quando um médico do Hospital Geral de Viena, após cortar um dedo no processo de dissecação de um cadáver, começou a apresentar sintomas parecidos com a “febre do parto”.
O médico húngaro decidiu realizar um experimento. Antes dos partos, os médicos deveriam higienizar as mãos e os seus instrumentos com uma solução de cloro. Depois de alguns meses, o resultado: a taxa de mortalidade de mães após o parto, que era de assustadores 18%, caiu para 1%!
O experimento não foi suficiente para convencer os profissionais de saúde da metade do século XIX. Semmelweis foi demitido, teve um colapso nervoso e acabou morrendo num hospital psiquiátrico pouco tempo depois, aos 47 anos.
Foi apenas nas décadas seguintes, com a evolução das pesquisas sobre micro-organismos, que a prática da higienização de mãos passou a ser difundida pelos profissionais de saúde e a ser adotada por cada vez mais instituições. Ao fim do século XIX já era um protocolo de praticamente todas as unidades de saúde.
A adoção desse hábito - somada à descoberta das vacinas e dos antibióticos - foi a grande responsável pela queda vertiginosa das mortes por causas naturais no começo do século XX.
E você? Lava as mãos com frequência? Comentem!
Créditos: CCSM