Dra. Letícia da Matta Mazzali

Dra. Letícia da Matta Mazzali Informações sobre saúde e qualidade de vida

A carbofobia transformou um nutriente essencial em um dos maiores “vilões” da nutrição moderna.Mas será que o problema e...
01/06/2026

A carbofobia transformou um nutriente essencial em um dos maiores “vilões” da nutrição moderna.
Mas será que o problema está realmente no carboidrato?
Quando observamos a literatura científica, percebemos que carboidratos podem fazer parte de estratégias eficazes para emagrecimento, ganho de massa muscular, performance esportiva e saúde metabólica.
O que mais influencia os resultados não é apenas a presença ou ausência de carboidratos, mas o contexto alimentar como um todo: qualidade da dieta, ingestão proteica, sono, atividade física, adesão e balanço energético.
Trocar comida de verdade por medo de carboidratos raramente é a melhor estratégia.
A pergunta não deveria ser: “Quanto carboidrato devo cortar?”
Mas sim: “Qual carboidrato, quanto e para quem?”
💾 Salve este post.
📩 Compartilhe com alguém que ainda acredita que arroz e frutas são os responsáveis pelo ganho de peso.
Referências
• Hall KD et al. Energy expenditure and body composition changes after an isocaloric ketogenic diet in overweight and obese men. American Journal of Clinical Nutrition, 2016.
• Ludwig DS et al. The carbohydrate-insulin model: a physiological perspective on the obesity pandemic. American Journal of Clinical Nutrition, 2021.
• Johnston BC et al. Comparison of Weight Loss Among Named Diet Programs in Overweight and Obese Adults. JAMA, 2014.
• Gardner CD et al. Effect of Low-Fat vs Low-Carbohydrate Diet on 12-Month Weight Loss. JAMA, 2018.

🎾🚴‍♂️ Depois de quase 5 horas em quadra, por que um atleta profissional escolheria pedalar em vez de simplesmente sentar...
31/05/2026

🎾🚴‍♂️ Depois de quase 5 horas em quadra, por que um atleta profissional escolheria pedalar em vez de simplesmente sentar e descansar?
Porque recuperação também faz parte da performance.
Em muitos esportes de alto rendimento, a recuperação ativa é utilizada para estimular a circulação, reduzir a sensação de fadiga muscular e preparar o corpo para os próximos treinos ou competições.
Mas vale lembrar: não existe recuperação milagrosa.
Sono, hidratação, alimentação adequada, reposição energética e manejo do estresse continuam sendo os pilares mais importantes.
O que vemos no esporte de elite é uma lição que vale para qualquer pessoa:
Você não evolui apenas quando treina.
Você evolui quando consegue se recuperar do treino.
💾 Salve este post.
📩 Compartilhe com alguém que acha que resultado depende apenas de treinar mais.
Referências
• Dupuy O et al. An Evidence-Based Approach for Choosing Post-exercise Recovery Techniques to Reduce Markers of Muscle Damage, Soreness, Fatigue, and Inflammation. Frontiers in Physiology, 2018.
• Barnett A. Using Recovery Modalities Between Training Sessions in Elite Athletes. Sports Medicine, 2006.
• Peake JM et al. Recovery After Exercise: What Is the Current State of Play? Journal of Applied Physiology, 2017.

Sábado também é dia de falar de saúde 🧠🥗Você não precisa ser perfeito durante a semana para ter resultados.Mas também nã...
30/05/2026

Sábado também é dia de falar de saúde 🧠🥗
Você não precisa ser perfeito durante a semana para ter resultados.
Mas também não precisa “descontar” tudo no final de semana.
Muita gente passa de segunda a sexta tentando seguir o plano e chega no sábado com a sensação de que “merece” sair completamente da rotina.
O problema é que não são as exceções que sabotam os resultados.
É quando a exceção vira regra.
Uma refeição livre planejada dificilmente anula uma semana inteira de bons hábitos.
Mas um final de semana inteiro sem qualquer estratégia pode facilmente apagar o déficit calórico construído ao longo dos dias.
A boa notícia?
Saúde metabólica não depende de perfeição.
Ela depende de consistência.
✔️ Aproveite os momentos sociais
✔️ Coma com prazer e consciência
✔️ Mantenha sua ingestão de proteínas
✔️ Hidrate-se adequadamente
✔️ Continue se movimentando
O objetivo não é viver em restrição.
É construir uma rotina sustentável o suficiente para funcionar não apenas de segunda a sexta, mas também aos sábados e domingos.
💾 Salve este post para lembrar que equilíbrio não é desistir da estratégia.
📩 Compartilhe com quem acredita que “já que saiu da dieta no almoço, pode perder o resto do dia também”.
Referências:
American College of Sports Medicine Position Stands on Weight Management and Physical Activity.
International Society of Sports Nutrition Position Stand: Diets and Body Composition.
The New England Journal of Medicine

Eu já ouvi muitos pacientes dizerem algo parecido:“Pela primeira vez na vida eu parei de pensar em comida o tempo inteir...
29/05/2026

Eu já ouvi muitos pacientes dizerem algo parecido:
“Pela primeira vez na vida eu parei de pensar em comida o tempo inteiro.”
E talvez essa seja uma das mudanças mais profundas observadas durante o tratamento da obesidade.
Por muito tempo, acreditou-se que medicamentos como semaglutida e tirzepatida funcionavam apenas porque retardavam o esvaziamento gástrico e aumentavam a saciedade.
Hoje sabemos que a história é mais complexa.
Estudos recentes sugerem que os agonistas do receptor de GLP-1 também atuam em regiões cerebrais envolvidas com recompensa, motivação, desejo alimentar e tomada de decisão, reduzindo a intensidade do impulso diante de alimentos altamente palatáveis.
Isso ajuda a explicar por que muitos pacientes relatam não apenas comer menos, mas também pensar menos em comida.
E esse ponto é fundamental: a obesidade não é simplesmente uma questão de falta de força de vontade.
Existe neurobiologia.
Existe regulação hormonal.
Existe genética.
Existe um sistema cerebral programado para defender reservas energéticas e estimular o consumo alimentar.
Mas existe outro detalhe igualmente importante: esses medicamentos não “desligam o cérebro”, não substituem hábitos e não fazem o trabalho sozinhos.
Alimentação adequada, treino, sono, manejo do estresse e mudança comportamental continuam sendo pilares fundamentais para resultados sustentáveis.
Quando bem indicados, os agonistas de GLP-1 não retiram o mérito do paciente.
Eles ajudam a reduzir o ruído biológico para que o paciente consiga fazer aquilo que antes parecia impossível.
💾 Salve este post para consultar depois.
📩 Compartilhe com alguém que ainda acredita que obesidade é apenas uma questão de “comer menos e se esforçar mais”.
Referências:
📚Godschall J et al. GLP-1 receptor agonists modulate neural pathways involved in food reward and eating behavior. Nature, 2026.
📚van Bloemendaal L, IJzerman RG, Ten Kulve JS et al. GLP-1 receptor activation modulates appetite- and reward-related brain circuits in humans. Diabetes Care.
📚Farr OM, Upadhyay J, Rutagengwa C et al. Effects of GLP-1 receptor agonists on food cue reactivity and central regulation of appetite. Diabetes Care.

Jejum intermitente virou assunto de internet, mas a discussão costuma caminhar entre dois extremos: quem trata como solu...
27/05/2026

Jejum intermitente virou assunto de internet, mas a discussão costuma caminhar entre dois extremos: quem trata como solução para tudo e quem acredita que não serve para nada.
A verdade costuma estar no meio.
Jejum é uma estratégia de organização alimentar que pode trazer benefícios metabólicos em alguns pacientes, incluindo melhora da sensibilidade à insulina, controle glicêmico e auxílio no emagrecimento.
Mas existe um detalhe importante: jejum não substitui qualidade alimentar, proteína adequada, treino, sono e adesão ao tratamento.
Não existe protocolo perfeito. Existe estratégia adequada para o paciente certo.
💾 Salve esse post para lembrar que saúde raramente vive nos extremos.
📩 Compartilhe com alguém que ainda acredita que jejum é “milagre” ou “não serve para nada”.
💬 E me conta: você já tentou fazer jejum intermitente?
Referências:
• de Cabo R, Mattson MP. Effects of Intermittent Fasting on Health, Aging, and Disease. NEJM, 2019
• Varady KA et al. Clinical Applications of Intermittent Fasting. Nature Reviews Endocrinology
• Anton SD et al. Flipping the Metabolic Switch: Understanding and Applying Health Benefits of Fasting

As medicações para obesidade mudaram a forma como tratamos fome, saciedade e comportamento alimentar. Elas podem reduzir...
25/05/2026

As medicações para obesidade mudaram a forma como tratamos fome, saciedade e comportamento alimentar. Elas podem reduzir significativamente apetite, desejos alimentares e ingestão calórica.
Mas existe um detalhe importante que quase ninguém fala:
Perder peso não significa, automaticamente, melhorar composição corporal.
Durante o processo de emagrecimento, parte da perda pode ocorrer às custas de massa magra — especialmente quando proteína, treino de força e estratégias nutricionais são negligenciados.
E isso importa porque massa muscular não é apenas estética.
Ela participa do metabolismo, da força, da funcionalidade, da saúde óssea e da proteção metabólica a longo prazo.
Alguns pilares merecem atenção durante o uso das “canetinhas”:
✅ Proteína adequada (~1,6–2,2 g/kg/dia em muitos pacientes)
✅ Treino resistido regular
✅ Hidratação adequada (25–50 ml/kg/dia)
✅ Fibras alimentares (≈25–35 g/dia)
✅ Sono e recuperação adequados
✅ Suplementação individualizada quando indicada
O objetivo não deveria ser apenas emagrecer.
O objetivo é perder gordura, preservar músculo e construir um resultado que permaneça mesmo quando a balança parar de descer.
Porque emagrecer rápido pode mudar números.
Mas preservar saúde muda o futuro.
📩 Salve esse post porque muita gente está perdendo peso… e esquecendo de preservar músculo.
Referências:
• Jastreboff AM et al. NEJM — Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity
• Wilding JPH et al. NEJM — Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity
• Morton RW et al. British Journal of Sports Medicine — Protein intake for muscle mass preservation
• International Society of Sports Nutrition (ISSN) Position Stand

Retatrutida está entre os medicamentos mais comentados atualmente na medicina da obesidade — e não apenas pelos números ...
22/05/2026

Retatrutida está entre os medicamentos mais comentados atualmente na medicina da obesidade — e não apenas pelos números da balança.
Os resultados recentes do estudo TRIUMPH-1 (fase 3) chamaram atenção por mostrarem perdas de peso próximas de 30% em alguns participantes acompanhados por mais tempo, números que começam a se aproximar de resultados historicamente observados em alguns pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.
Mas talvez a parte mais interessante seja entender o porquê.
A Retatrutida pertence a uma nova geração de terapias metabólicas chamadas de triplo agonistas, atuando simultaneamente em três vias importantes:
🔹GLP-1 → aumenta saciedade e reduz fome
🔹GIP → participa da regulação metabólica e resposta energética
🔹Glucagon → pode aumentar gasto energético e favorecer mobilização de gordura
Essa combinação busca atuar não apenas no comportamento alimentar, mas em diferentes aspectos da fisiologia da obesidade.
📊 Alguns dados que chamaram atenção no TRIUMPH-1:
📌 28,3% de perda média de peso em 80 semanas (dose de 12 mg)
📌 30,3% em participantes acompanhados até 104 semanas
📌 Aproximadamente 45,3% dos participantes ultrapassaram 30% de perda ponderal
Mas o impacto não parece ter sido apenas estético.
Além da perda de peso, também foram observadas melhorias metabólicas relevantes:
✓ redução da pressão arterial
✓ redução de triglicerídeos e colesterol não-HDL
✓ diminuição da circunferência abdominal
✓ redução do hs-CRP, marcador associado à inflamação e risco cardiovascular
Mas alguns pontos precisam de contexto:
Perda média não é garantia individual. Resultados dependem de adesão, tempo de tratamento, atividade física, composição corporal, características metabólicas e acompanhamento adequado.
Outro ponto importante: comparar diretamente medicação com cirurgia bariátrica pode gerar interpretações simplificadas. Embora os números sejam impressionantes, estamos falando de estratégias diferentes, com indicações, riscos e perfis de pacientes diferentes.
Continua nos comentários 👇🏻

No frio a sede pode enganar. A sensação diminui, mas a necessidade do corpo não. E se você treina, faz cardio ou tem uma...
21/05/2026

No frio a sede pode enganar. A sensação diminui, mas a necessidade do corpo não. E se você treina, faz cardio ou tem uma rotina intensa, isso merece ainda mais atenção.
Muita gente atribui cansaço, dor de cabeça, dificuldade de concentração e até aumento da fome a outros fatores, quando às vezes o básico está falhando: hidratação.
Pequenas estratégias ao longo do dia costumam funcionar melhor do que tentar “compensar” litros de água no final.
📌 Salva esse post para lembrar: inverno não coloca seu corpo em modo economia de água 💧
Referências:
• EFSA Dietary Reference Values for Water
• Popkin BM et al. Water, Hydration and Health. Nutrition Reviews, 2010.

A obesidade está deixando de ser tratada apenas como “coma menos e gaste mais”. E isso é importante porque, por muito te...
18/05/2026

A obesidade está deixando de ser tratada apenas como “coma menos e gaste mais”. E isso é importante porque, por muito tempo, reduzimos uma condição complexa a uma questão de força de vontade.
Estamos entrando em uma nova era: a das terapias metabólicas que atuam em múltiplos mecanismos fisiológicos envolvidos na fome, saciedade, comportamento alimentar e metabolismo energético.
A CagriSema associa semaglutida + cagrilintida, combinando a ação do GLP-1 com a de um análogo da amilina, com o objetivo de potencializar sinais de saciedade e melhorar o controle alimentar.
Os estudos mais recentes mostraram perda média de peso de até 22,7% em 68 semanas, além de benefícios metabólicos adicionais observados em análises complementares.
Mas existe um ponto importante: resultados expressivos não significam “cura” e muito menos que será a melhor estratégia para todas as pessoas.
Porque a melhor caneta continua sendo aquela acompanhada de:
🥗 alimentação inteligente
🏋🏻 treino regular
😴 sono de qualidade
🧠 estratégia clínica individualizada
Medicação não substitui estilo de vida. Ela pode ser uma ferramenta poderosa — quando bem indicada.
Salve esse post para acompanhar a próxima geração das terapias metabólicas. ✨
Referências:
• Garvey WT et al. Coadministered Cagrilintide and Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity. NEJM, 2025.
• Programa REDEFINE – Novo Nordisk.
• Dados complementares cardiovasculares/metabólicos.

“Treinar no frio queima 83% mais gordura.”Parece manchete perfeita. E é exatamente aí que mora o problema.O estudo mostr...
15/05/2026

“Treinar no frio queima 83% mais gordura.”
Parece manchete perfeita. E é exatamente aí que mora o problema.
O estudo mostrou aumento da oxidação de gordura durante o exercício, e não perda de gordura corporal 83% maior.
Existe uma diferença importante entre o combustível usado naquele momento e o resultado acumulado ao longo das semanas.
O frio parece alterar a forma como o corpo utiliza energia, provavelmente por mecanismos de termorregulação e ativação metabólica.
Mas emagrecimento continua sendo uma construção muito menos glamourosa:
consistência, alimentação, treino, sono e repetição.
Porque não existe ambiente mágico. Existe fisiologia.
Referências:
• Niu X et al. Cold Stress Induced a Higher Level of Fat Oxidation in Women. J Strength Cond Res. 2023. PMID:34711769
• Ivanova YM et al. Examining the benefits of cold exposure as a therapeutic strategy for obesity and type 2 diabetes. Journal of Applied Physiology, 2021.

Endereço

Avenida Nove De Julho, 3575/Salas 2113/2114/Maxime Office Tower/Anhangabaú
Jundiaí, SP
13208-056

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dra. Letícia da Matta Mazzali posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar