27/12/2025
Nos primeiros dias de férias, percebi meu corpo acelerado
e o “não fazer nada” soando estranho demais.
Pela manhã, meu filho me demandou presença, limite, colo, atenção.
E eu… estava ali, mas indisponível por dentro.
Cansada. Estressada. Tentando me manter calma.
Fui treinar. Ajudou.
Mas não resolveu tudo, e tudo bem.
Depois, precisei respirar.
Um café com uma amiga.
A rede de apoio chegando no tempo certo.
A culpa veio.
“Como assim nas férias eu estou assim?”
Mas eu me acolhi.
Entendi que, para voltar inteira, eu precisava parar um pouco.
Mais tarde teve natação, música no carro,
pão com queijo, vitamina e risadas.
Teve presença real.
Amar um filho não é estar disponível o tempo todo.
É saber se cuidar para oferecer o melhor de si.
A culpa vem da educação tradicional.
O aprendizado vem quando escolhemos outro caminho.
Um caminho sem linha de chegada,
mas com missão, intenção e amor consciente. 💛