05/11/2025
🕊️
Talvez você também tenha aprendido a amar com medo.
Mas está tentando — um dia de cada vez —
transformar dor em amor, trauma em cuidado,
e ausência em presença.
✨
Eu não cresci com todos os abraços que precisava.
Aprendi cedo a engolir o choro, a não incomodar,
a esconder a dor atrás de um sorriso.
Fui ensinada a ser forte antes de estar pronta,
a calar quando mais queria ser ouvida.
Carrego cicatrizes invisíveis —
palavras duras, ausências que doeram mais que tapas,
silêncios que moldaram meus medos.
🌿
E agora, ainda estou aqui.
Tentando dar o que nunca recebi.
Tentando ser colo quando só conheci distância.
Tentando ser paciência quando fui criada na pressa.
Tentando ensinar com amor, quando aprendi com medo.
💫
Ser mãe, pra mim, é um ato de resistência diária.
É me encarar no espelho com todas as versões da minha história —
a criança ferida, a adolescente confusa, a adulta exausta —
e ainda assim conseguir sorrir para o pequeno ser que agora é adulto e que me chama de mãe,
e dizer:
“Você está seguro. Você é amado. Eu estou aqui.”
💔
Eu erro.
Às vezes grito.
Às vezes me calo quando deveria falar.
Às vezes repito padrões que jurei abandonar.
E a culpa me aperta, me consome.
Mas eu volto.
Sempre volto.
Peço perdão.
Me refaço.
Tento de novo, e de novo.
💖
Porque o amor que eu dou
não é o amor que eu recebi —
é o amor que eu escolhi construir.
Eu sou um monte de traumas tentando ser uma boa mãe.
E todos os dias eu luto, com todo o amor que eu tenho, pra ser o ponto de virada
de uma história que doeu demais.
🌷
Eu não sou perfeita.
Mas sou presente.
Eu não sou inteira.
Mas sou real.
E talvez…
talvez isso seja o suficiente
pra recomeçar tudo com mais amor. 🤍
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🪶