27/04/2026
Observe essa imagem com cuidado. E juntos vamos fazer uma reflexão.
O osso não é uma estrutura inerte. Ao contrário do que parece, ele é dinâmico.
Ele se adapta ao tipo de estímulo que recebe. Durante o treino, especialmente com cargas mais elevadas, ocorre a mecanotransdução: forças mecânicas ativam os osteoblastos, células responsáveis pela formação óssea.
O efeito disso é claro: aumento da densidade, maior resistência e menor risco de fraturas.
A ausência de estímulo também gera consequência.
O sedentarismo não é inofensivo, ele contribui para o enfraquecimento. Com o avanço da idade, principalmente após os 40 anos, há uma perda óssea progressiva. Sem treino de força, esse processo se intensif**a, abrindo espaço para osteopenia, osteoporose e, na sequência, quedas, fraturas e perda de independência.
A caminhada tem seu valor, principalmente para o sistema cardiovascular.
Mas, isoladamente, não oferece estímulo suficiente para preservar a densidade óssea como o treino resistido.
Treinar não é apenas uma questão estética ou de desempenho. É uma estratégia para manter a integridade do seu corpo ao longo do tempo.
E isso se torna ainda mais relevante com o envelhecimento.
Em pacientes com osteoporose, o risco de mortalidade alcança os 50% em fraturas do fêmur nos primeiros 12 meses após a lesão.
Além do fortalecimento, o tratamento pode envolver a prescrição de medicamentos que ajudam a controlar a progressão da doença.
O que você tem feito pelos seus ossos?
👨🏻⚕ Dr. Luiz Henrique Saito
Ortopedia e Traumatologia, Cirurgia do Quadril
✍🏻 CRM/ PR 32.145
RQE 26.685 | TEOT 17.035