13/12/2025
A endometriose é uma condição inflamatória crônica que pode impactar energia, força, composição corporal e qualidade de vida.
E é aí que surge a dúvida: a creatina pode ajudar ou atrapalhar?
A creatina é um composto naturalmente produzido pelo organismo e amplamente estudado como suplemento nutricional. Sua principal função está relacionada à ressíntese de ATP, influenciando diretamente:
Produção de energia celular
Função muscular
Cognição
Potencial efeito antioxidante e anti-inflamatório indireto
Embora a maior parte dos estudos envolva esporte e desempenho físico, há evidências crescentes sobre seu papel em condições clínicas, especialmente aquelas associadas à fadiga, inflamação e disfunção metabólica.
E os estudos recentes?
Pesquisas mais novas, feitas em modelo experimental e celular, levantaram um alerta importante:
➡️ acredita-se que a creatina pode influenciar o microambiente inflamatório da endometriose, favorecendo mecanismos ligados à sobrevivência das lesões (como modulação do sistema imune e resistência à morte celular).
Mas é IMPORTANTE ressaltar que esses estudos não é ensaio clínico em humanos. São estudos mecanísticos/in vitro ou associações observadas em ambiente controlado.
Não avalia suplementação oral em mulheres com endometriose. Apenas levanta hipóteses biológicas que precisam ser melhor investigadas. Serve como ALERTA, mas não é suficiente para afirmar que a creatina é prejudicial para todas as mulheres com endometriose.
Ou seja, eles não provam uma relação direta e definitiva em humanos, mas levantam hipóteses importantes.
Ainda são necessários mais estudos específicos para uma decisão totalmente sólida.
Mas, na prática clínica e com base nas evidências atuais, em alguns casos os benefícios da creatina parecem superar os riscos, desde que o uso seja avaliado de forma individualizada, considerando histórico clínico, sintomas, rotina de exercícios e resposta pessoal.
Ciência não é sobre extremos.
É sobre contexto, avaliação, individualidade e bom senso. 💡