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18/10/2025

O feminino: um deslize divino.

Original
ou cópia,
o pecado
vem do erro
de quem comeu o fruto
do conhecimento,
da mulher que não se submeteu
ao primeiro homem.

Daquela que abriu a caixa
e deixou o mal invadir.

Foi demonizada,
amaldiçoada.

A culpa é da serpente,
que contou o que não deveria,
pois o saber não é para todos.

O ventre,
condenado
a rastejar.

De sagrado a profano,
passa a sangrar.

Dele vem o filho
que morre,
corre,
rouba,
mata.

A culpa é da mãe,
que partiu-se,
multiplicando-se
em funções.

Dona de casa,
não de si,
presa
nas armadilhas viris.

Falha
se pari,
se parar
a gestação,
se respirar,
falar,
calar,
andar,
sem a provação
de um macho.

Onde termina a gentileza e começa o auto abandono?Esse é o questionamento no grupo de escritas que estou fazendo parte. ...
18/10/2025

Onde termina a gentileza e começa o auto abandono?

Esse é o questionamento no grupo de escritas que estou fazendo parte.

Desde ontem estou pensando nesse tema. Principalmente porque antes dessa frase ainda tem uma breve explicação que diz: “O meu maior medo não é falhar, mas descobrir que sem a minha utilidade, eu sou invisível.”

Não sei se todo imigrante passa por isso, mas eu passei muito dessa sensação de invisibilidade enquanto estive na Austrália. Por vários momentos me sentia sem valor porque não conseguia exercer minhas habilidades e não conseguia trabalhar com coisas das quais eu acreditava que eu tinha competência.

Porque eu não tinha utilidade laboral, me achava invisível.

Porque eu não falava bem a língua local, me achava invisível.

Porque eu não podia servir, me achava invisível.

Porém, não é o externo que define a minha invisibilidade.

É o interno.

A minha insegurança, meus medos e todos os meus desconfortos me faziam ficar invisível. Quanto mais eu tentava negar os desenvolvimentos que eu precisava fazer (auto abandono) mais invisível eu ficava. Quanto mais eu ocupava a minha vida tentando fazer pelo o outro o que eu não fazia por mim, menos eu avançava. Ficar empacada em um problema sem avançar é auto abandono.

A gentileza começa em mim. Com a minha mente, com o meu corpo, com os meus sonhos, com os meus desenvolvimentos e principalmente avançando diante os meus próprios desafios.

Quando o interno está abastecido aí a gentileza com o outro acontece.

Você sorri para a pessoa na rua porque você está alegre com você. Você faz uma gentileza para o outro porque é um prazer retribuir com vida. Você se sente tão preenchida que quer compartilhar.

Você não abre mão de você.

Você dá aquilo que você já deu de sobra para você.

🌹

Bá Vila Verde

16/10/2025

Transbordo

Sou o fogo que aquece os outros,
a luz que ilumina caminhos,
o rio que corre generoso,
desembocando em todos os leitos.

Mas em mim…
uma nascente seca,
um eco que não volta,
um jardim escondido,
florescendo só lembranças de quem sou.

Meu maior medo não é falhar,
é ser a ponte que sustenta todos
e sentir minhas próprias margens
se desfazendo na água que dei.

Ainda assim, sigo transbordando,
porque aprendi a existir
mais para os outros do que para mim.

Endereço

Marau, RS

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