05/09/2023
Por pura ignorância, algumas pessoas acreditam que o diagnóstico de Disfunções de Integração Sensorial no autismo é uma "moda" passageira, mas essas pessoas não têm ideia do quanto, a cada dia, os pesquisadores se debruçam para compreender como o cérebro de uma pessoa com autismo processa as informações sensoriais.
A ciência avançou tanto, que hoje através de estudos de imagem já é comprovado que áreas cerebrais são ativadas de maneira atípica em pessoas com autismo frente à algumas informações sensoriais, o que comprova os déficits de modulação sensorial. Somado a isso, os estudos apontam que é comum a diferença estrutural de algumas áreas. Por exemplo, os déficits motores foram correlacionados positivamente com o volume de substância branca em regiões do tronco cerebral (o sistema coluna dorsal-lemnisco medial), sendo que essa descoberta fornece suporte para a teoria de Ayres de que os déficits relacionados à praxis são devido ao pobre processamento somatossensorial.
Sim, parece complexo, e é!
Quando falamos das Disfunções de Integração Sensorial no autismo, falamos de neurodiversidade, falamos de um processo extremamente individualizado, que pode se apresentar e cursar de diversas formas, e que somente um olhar treinado de um terapeuta ocupacional poderá compreender e desenhar uma intervenção Sensorial e traga resultados funcionais.
A terapia de Integração Sensorial de Ayres não é moda, não é apenas usar um balanço... A terapia de ISA é ciência do começo ao fim!