14/02/2024
O avanço da tecnologia no tratamento do Diabetes tem possibilitado diversas opções de monitoramento da glicose no corpo, incluindo relógios de pulso com visores que exibem em tempo real os dados glicêmicos. No entanto, é crucial compreender como esses relógios apresentam essas informações.
Existem duas principais abordagens: uma envolve sensores subcutâneos que transmitem dados para aplicativos espelhados no visor de um smartwatch, e a outra diz respeito a métodos não invasivos, que não requerem a introdução de sensores ou picadas na pele. Atualmente, métodos não invasivos estão em estudo, divididos em categorias como ópticos, de micro-ondas e eletroquímicos. No entanto, a correlação entre os valores medidos e os reais níveis de glicose no sangue ainda não é robusta, tornando essas avaliações duvidosas e sem comprovação científica sólida.
Alguns relógios afirmam utilizar Radiofrequência, mas estudos indicam interferências, como variações na temperatura corpórea e sudorese, que podem comprometer a acurácia desses métodos, afetando a segurança dos usuários com Diabetes.
Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) posiciona-se desaconselhando o uso de relógios que medem glicose de forma não invasiva, devido à falta de estudos confiáveis, o que implica em riscos para os usuários. Além disso, agências regulatórias como Anvisa e FDA ainda não aprovaram dispositivos com essa finalidade. No entanto, a SBD reconhece a possibilidade de que, no futuro, avanços tecnológicos e estudos adicionais possam tornar esses métodos viáveis para utilização.
Leia em: https://diabetes.org.br/esclarecimento-sobre-os-relogios-medidores-de-glicose-divulgados-em-redes-sociais/