04/12/2025
🌎A Sobre-Excitabilidade (SE) não é um diagnóstico, mas sim uma característica neurológica que torna a criança mais sensível e responsiva ao mundo.
💡É uma intensidade orgânica na forma como a criança percebe, sente e reage a estímulos internos e externos. É como ter um “super sensor” ligado!
🚫 É fundamental saber que a SE não é uma doença ou transtorno. Além disso, ela não deve ser confundida com falta de educação ou birra, embora essa intensidade possa, de fato, levar a reações difíceis de gerenciar. Por fim, embora seja comum em perfis de altas habilidades, possuir SE não significa que a criança é sempre superdotada.
✅ Por outro lado, a SE implica que a criança sente tudo muito mais: alegrias, tristezas, injustiças e até cheiros ou sons são sentidos em volume máximo. Isso gera uma intensa necessidade de compreensão, impulsionando um desejo profundo de buscar a verdade e a lógica das coisas. Acima de tudo, a SE representa um potencial de desenvolvimento, atuando como um motor interno para o crescimento emocional e moral, desde que seja bem nutrida e compreendida.
SE manifesta-se em cinco áreas principais:
1. Psicomotora, marcada por muita energia física, movimento constante, fala rápida e entusiasmo intenso.
2. Sensorial, que é a hipersensibilidade aos sentidos, gerando fortes reações a luzes, cheiros, sons ou texturas, juntamente com grande apreciação estética.
3. Intelectual, caracterizada por uma mente incansável, sede de conhecimento, perguntas profundas e necessidade incessante de raciocínio e lógica.
4. Imaginativa, que revela um mundo interior rico, facilidade em fantasiar, pensar em metáforas e, ocasionalmente, medo do desconhecido por visualizar cenários.
5. Emocional, que denota a profundidade dos sentimentos, empatia extrema, fortes vínculos e reações emocionais intensas, como ansiedade ou euforia.
É preciso reconhecer a sobre-excitabilidade para apoiar o seu desenvolvimento pleno da criança. Quando finalmente compreendemos que a intensidade é a linguagem neurológica da criança, podemos parar de tentar “frear” o que ela é e, em vez disso, ajudá-la a canalizar essa energia e sensibilidade de forma saudável.