Isabela Matos - Psicóloga

Isabela Matos - Psicóloga Psicologia e saúde da mulher na sua integralidade e complexidade.

Tem mulheres que aprenderam a não incomodar.Não pedir.Não precisar.Não ocupar espaço demais.Mulheres que, muito cedo, en...
21/03/2026

Tem mulheres que aprenderam a não incomodar.

Não pedir.
Não precisar.
Não ocupar espaço demais.

Mulheres que, muito cedo, entenderam , ainda que sem palavras , que suas necessidades poderiam ser um peso para o outro. Que pedir ajuda podia gerar impaciência, rejeição… ou simplesmente não ser atendido.

Então elas se adaptaram.

Aprenderam a se virar sozinhas.
A dar conta.
A engolir o que sentem para não “dar trabalho”.

E, por muito tempo, isso pode até ter sido necessário.

Mas o problema é quando essa lógica continua ativa na vida adulta.

Hoje, essa mulher até está cercada de pessoas…
mas segue funcionando como se estivesse sozinha.

Ela pensa mil vezes antes de pedir ajuda. Se antecipa pra cuidar de tudo para sequer precisar.
Minimiza o próprio cansaço, como se ele não pudesse existir e se sobrecarrega.
Pior... ainda se culpa por não dar conta de tudo.

No fundo, não é só sobre não incomodar.

É sobre o medo de não ser acolhida e, mais uma vez, ser invisibilizada.

Só que relações saudáveis não se constroem a partir da ausência de necessidade.
Elas se constroem na possibilidade de ser vista também nas suas faltas, nos seus limites, nas suas necessidades.

Pedir ajuda não é fraqueza. O fato de você conseguir dar conta de tudo não signif**a que isso precisa acontecer hoje, especialmente nas relações que você escolheu pra construir.

É um movimento de confiança.
É permitir que o outro também esteja ali.
É sair, aos poucos, do lugar de quem só sustenta…
para também ser sustentada.

E talvez esse seja um dos movimentos mais difíceis, porém mais importantes, de uma mulher que sempre aprendeu a dar conta de tudo. 💜

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
CRP 04/38146
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Muitas mulheres chegam à terapia pedindo desculpa por chorar, relatando diversas situações em que não queriam chorar e a...
16/03/2026

Muitas mulheres chegam à terapia pedindo desculpa por chorar, relatando diversas situações em que não queriam chorar e acabaram derramando lágrimas, especialmente na frente de outras pessoas.

Como se o choro fosse algo inadequado.
Como se fosse um sinal de que “não estão dando conta”.

Mas o choro é apenas uma forma de expressão emocional.

Alguns sentimentos cabem em palavras.
Outros não.

E quando a emoção transborda, o corpo encontra caminhos para expressar o que precisa ser sentido.

Chorar não é fracassar.
Às vezes é apenas o corpo dizendo: isso importa.

💬 Você costuma se permitir chorar ou tenta segurar?

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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12/03/2026

Pintura da Liz no barrigão da mamãe ❤

O desejo feminino está profundamente ligado à segurança, parceria e admiração.Quando a mulher ocupa o lugar de gerente e...
02/03/2026

O desejo feminino está profundamente ligado à segurança, parceria e admiração.

Quando a mulher ocupa o lugar de gerente emocional e operacional da família, ela deixa de ter espaço psíquico para o erotismo.

Ela começa a enxergar o parceiro como alguém que precisa ser orientado.
E orientação constante cria hierarquia , não tensão erótica.
Além de todo o trabalho e carga mental que a maternidade possui, ter que demandar do companheiro as responsabilidades que ele deveria assumir é totalmente broxante!

Não se deseja quem se precisa conduzir o tempo todo.

Divisão real de responsabilidade não é “ajuda”.
É maturidade.

E maturidade sustenta desejo.
O desejo feminino não é frágil.
Ele é responsivo ao contexto.

E sobrecarga não é nem um pouco afrodisíaca.🙄

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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A paciente chega pra sessão, começa a falar e, de repente, vem a frase:“Parece besteira, mas…”É comum a muitas mulheres ...
13/02/2026

A paciente chega pra sessão, começa a falar e, de repente, vem a frase:

“Parece besteira, mas…”

É comum a muitas mulheres que chegam à terapia a postura de desconfiar do próprio sentir.

Ela aprendeu a diminuir o que dói para não incomodar, a editar a própria história para parecer forte, a transformar sofrimento em “exagero”.

Especialmente, quando vão relatar os incômodos com o companheiro, coisas que são gatilho para sentimentos mais profundos, enraizados e reforçados pela repetição de situações assim...

“Parece besteira f**ar irritada com um copo na pia.”
Mas às vezes é a sensação de estar sozinha em tudo.

“Parece besteira se incomodar com o celular.”
Mas pode ser a dor de não se sentir prioridade.

“Parece besteira… mas eu me fecho quando ele fala que eu exagero.”
Mas é a dor de ser invalidada.

Será que isso é besteira, mesmo? Será que comigo você vai se colocar no mesmo lugar que se sentiu quando essas situações aconteceram?

A terapia é justamente o contrário disso.
Ali, o detalhe importa.
O pensamento que você achou feio importa.
A culpa que você tem vergonha de dizer importa.
A ambivalência, o cansaço, a raiva, o medo de não dar conta ... tudo isso importa.

Nada nasce grande.
As dores começam sussurrando.

Quando você silencia o que chama de “besteira”,
não está protegendo ninguém, está se deixando sozinha outra vez.

Meu trabalho é te escutar sem tradução, sem pressa de consertar, sem te convencer a ser diferente do que você é.

Na terapia, o que você sente não precisa ser bonito.
Precisa ser verdadeiro. 💜

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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Carnaval também é território de mãe.Vai pro bloco sem criança, com criança... vai pro sítio, vai encontrar amigas, vai v...
09/02/2026

Carnaval também é território de mãe.
Vai pro bloco sem criança, com criança... vai pro sítio, vai encontrar amigas, vai visitar alguém... vai se divertir, sim!

Muita gente espera que, depois dos filhos, a mulher abandone o direito de se divertir, como se alegria fosse incompatível com cuidado. Isso não é dito explicitamente, mas vem naquelas frases assim:
"Ah, f**a deixando filho com os outros pra ir pra farra"...
"Mas mãe é assim mesmo, filho vem em primeiro lugar.”
“Você que quis ser mãe, agora aguenta.”
“No meu tempo ninguém reclamava.”
“Descansar você descansa quando eles crescerem.”
🙄

Prazer não desfaz vínculo.
Descanso não diminui amor.
Uma noite de riso não apaga a maternidade.

Quando uma mãe se permite viver algo para si, ela não está fugindo do filho.
Está lembrando que continua sendo mulher, além da função materna.

O que sustenta o cuidado não é a renúncia infinita,
é a possibilidade de voltar para casa um pouco mais inteira.
Estudos mostram que atividades prazerosas estão associadas a maior bem-estar psicológico e menor nível de depressão e estresse. Quando a mulher tem espaço para se divertir, o sistema nervoso descansa, a irritabilidade diminui e a presença com os filhos melhora. Reabastecer-se internamente é necessário para fazer a doação que a maternidade exige de forma saudável.

Se você vai pular carnaval, encontrar amigas, dançar ou apenas descansar enquanto alguém cuida do seu filho:
isso não te faz menos mãe.
Te faz mais viva.

Maternar também precisa de respiro. ❤❤

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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Pressman SD, Matthews KA, Cohen S, Martire LM, Scheier MF, Baum A, Schulz R. Association of enjoyable leisure activities with psychological and physical well-being. Psychosomatic Medicine. 2009;71(7):725-732. doi:10.1097/PSY.0b013e3181ad7978. PMID: 19592515.

Pensar demais também dói.Cansa o corpo, encurta a respiração, rouba o prazer das coisas simples.A preocupação excessiva ...
05/02/2026

Pensar demais também dói.
Cansa o corpo, encurta a respiração, rouba o prazer das coisas simples.
A preocupação excessiva promete cuidado, mas muitas vezes só produz exaustão e paralisia.

Quando a mente corre para o futuro, quase sempre é porque o presente está difícil de habitar. A preocupação não é planejamento , é uma tentativa de acalmar algo que, na verdade, pede presença... Presença no corpo, nos limites, na história que você carrega.

A mulher que você deseja ser amanhã não surgirá do acaso...
Ela nasce de gestos pequenos e repetidos hoje:

– aprender a escutar o próprio cansaço sem se chamar de fraca ou preguiçosa;
– sustentar um “não” mesmo com medo de desagradar;
– pedir ajuda sem sentir que falhou;
– reconhecer o que já foi longe demais;
– escolher uma única mudança possível, e não dez impossíveis...

Autoconfiança não é ausência de medo.
É intimidade consigo.

O futuro onde você se vê grande e inteira começa quando você para de se tratar como um projeto a ser consertado e passa a se tratar como uma mulher que está aprendendo a viver.

Hoje, antes de perguntar “quem eu preciso ser?”, experimente perguntar:
como eu posso cuidar de mim agora?

É desse presente cuidado que nasce qualquer amanhã.
Aqui, a gente cuida do que dói — sem pressa e sem julgamento. 💜

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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Nem toda maternidade é vivida com prazer.E isso não define o valor de uma mãe.Ambivalência não é falha, é experiência hu...
02/02/2026

Nem toda maternidade é vivida com prazer.
E isso não define o valor de uma mãe.

Ambivalência não é falha, é experiência humana diante de uma função intensa e contínua.

Quando a culpa diminui, o cuidado encontra mais espaço.
Você não precisa amar a maternidade pra amar seu filho e ser uma boa mãe!

Olha o tanto que você faz!!!

Tá em dúvida ainda? Vamos conversar!
Aqui, a gente cuida do que dói — sem pressa e sem julgamento.

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Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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Talvez você não esteja falhando.Talvez você esteja cansada.Cansada de sustentar dias longos, noites interrompidas, decis...
14/01/2026

Talvez você não esteja falhando.
Talvez você esteja cansada.

Cansada de sustentar dias longos, noites interrompidas, decisões constantes.
Cansada de tentar dar conta enquanto escuta que “era pra ser mais leve”.

O cansaço não é desamor.
Não é falha.
É sinal de que você tem cuidado — muitas vezes além do que seria justo exigir de alguém sozinha.

Quando existe uma criança pequena, o tempo muda.
As metas mudam.
E o cuidado também muda de forma.

Aqui, a gente não corre atrás de um ideal.
A gente cuida do que é possível agora.

Você não precisa atravessar essa fase sozinha.
🤍

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Isabela Matos
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Foi na época da escola que eu soube que queria ser psicóloga. Recebi julgamentos por não estar escolhendo uma profissão ...
27/08/2025

Foi na época da escola que eu soube que queria ser psicóloga. Recebi julgamentos por não estar escolhendo uma profissão que me deixaria rica ( hoje esse ponto até que me pega, seria bom ser rica 🤭) Um tio me disse com muito deboche: "Não é possivel que você vai estudar pra ganhar mil reais por mês!"

Olha Tio, não sou rica mesmo. Mas, ganho mais de mil reais, hein. 🤣
O mais interessante é que tem coisas que eu ganho na minha profissão que eu nem consigo dimensionar. O que eu vejo acontecendo na vida das mulheres que atendo é lindo, único e precioso!

A Psicologia tem tanto a caminhar! Mas é fato que ela transformou a minha vida e que ela cura tantas outras em meio ao caos desse mundo tão difícil de se viver.

Seguimos lutando por mais valorização da profissão, reconhecimento enquanto profissionais e mais acesso a esse cuidado para todos.

Feliz dia dos Psicólogos a tantos profissionais incríveis que conheço 🥰❤

Foi o que uma paciente me disse, com os olhos cheios de dúvida e um sorrisinho tímido no canto da boca.⠀Ela, que sempre ...
25/06/2025

Foi o que uma paciente me disse, com os olhos cheios de dúvida e um sorrisinho tímido no canto da boca.

Ela, que sempre viveu em alerta.
Que aprendeu a dar conta de tudo sozinha, a não esperar ajuda, a carregar o mundo nas costas mesmo quando ninguém percebia o peso...

A vida não foi gentil. Alguns desafios exigiram que ela fosse forte, não demonstrasse fraqueza, não parasse...
A leveza, para ela, nunca foi o normal, mas quase um sinal de perigo.

Então, quando finalmente as coisas começaram a acalmar... ela estranhou.
Parecia errado sentir paz. Como se fosse uma armadilha. Como se não merecesse.

Mas deixa eu te contar uma coisa, que eu também disse pra ela:
🌷 Você merece.
Você merece respirar fundo sem medo.
Você merece não carregar o mundo todos os dias.
Você merece descanso, merecimento, acolhimento.

A leveza não é um erro.
Ela é um direito.
E você não precisa estar em guerra o tempo todo pra provar o seu valor.

Permita-se viver seu momento alegre, sem culpa.
Permita-se confiar no que é leve, sem medo.
Você também nasceu para a paz. 🤍

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Isabela Matos
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Costumo dizer que a maternidade é como um mergulho profundo.Um mergulho intenso, bonito, mas que muitas vezes te faz des...
15/06/2025

Costumo dizer que a maternidade é como um mergulho profundo.
Um mergulho intenso, bonito, mas que muitas vezes te faz desconectar-se de si mesma.

O olhar se volta completamente para o bebê.
Você se doa, cuida, se dedica.
E, pouco a pouco, vai deixando de lado o que antes fazia sentido pra você.

Todo o mundo aplaude essa mulher que “se anula”, como se fosse isso o esperado de uma "boa mãe".
Não há espaço para desejos, vontades, autocuidado...
A mulher vira mãe — e só.

Mas e você?
Onde ficou nessa história?

No esforço de ser tudo para o outro, você não precisa se perder de si!

🌷 Você continua existindo.
Mesmo que diferente.

A maternidade transforma, mas não apaga.
A mulher que você era antes ainda está aí.

Quais músicas você gostava de ouvir?
Que sonhos ainda pulsam em você?
O que te fazia sorrir só por estar viva?

Permita que seu filho conheça essa mulher também.
Permita que você se reencontre.

Cuidar de si também é maternar. 💗

--
Isabela Matos
Psicóloga especializada em Saúde da Mulher
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