Terapia Cognitiva Pelotas

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Já ouviu falar em FoMO?Talvez você não deva conhecer essa palavra, mas, com certeza, em algum momento da sua vida você j...
03/11/2021

Já ouviu falar em FoMO?
Talvez você não deva conhecer essa palavra, mas, com certeza, em algum momento da sua vida você já passou por essa síndrome.

A FoMO (Fear of Missing Out), que significa “Medo de ficar de fora”, ou “Medo de perder algo”, foi reproduzida pela primeira vez no ano de 2000 e ganha cada vez mais força, principalmente com o uso constante da internet.

Uma pesquisa foi realizada com universitários a fim de descobrir o quanto a FoMo impacta na autoeficácia social e satisfação com a vida.
A autoeficácia é uma habilidade primordial que nós, humanos, temos para socializar com as pessoas, com os meios sociais, participar de tarefas interativas com outros indivíduos e estabelecer ótimas relações interpessoais.

Como sabemos e vivenciamos, o uso descontrolado das redes sociais tem acometido muito o psicológico das pessoas. A obsessão que criamos em estar sempre conectados, participar virtualmente dos acontecimentos e dia a dia das pessoas, expor nossa rotina e compartilhar cada passo que damos, tem gerado desconforto, principalmente pela ideia de que estamos perdendo algo legal, que a vida do outro tem mais sentido, mais diversão, mais entretenimento.

Esse estudo apontou que quando aumentamos nossa autoeficácia, automaticamente aumentamos nossa satisfação com a vida e diminuímos a FoMO, assim quando a FoMO aumenta, naturalmente nossa satisfação com a vida e a autoeficácia diminuem. Isso acontece porque, quando estamos em um momento de boas relações com outras pessoas e quando vivemos mais nossa vida do que a do outro, as comparações diminuem e o medo de perder algo que esteja acontecendo e que não estamos presentes acabam diminuindo também. Precisamos sempre lembrar que a vida atrás da tela não necessariamente condiz com a realidade. Na maioria das vezes as pessoas não estão vivendo aquela felicidade plena que demonstram.

É importante lembrar que em alguns momentos a FoMO pode causar reações positivas. No caso dos estudantes entrevistados, muitos acabam participando de eventos sociais e interagem com os colegas, pelo medo de estarem perdendo bons momentos, fazendo com que dessa forma a autoeficácia aumente e consequentemente a satisfação com a vida.

Ou seja, o estudo conclui que FoMO tem um papel mediador na relação entre a autoeficácia social e a satisfação com a vida.

Deniz, M. (2021). Fear of missing out (FoMO) mediate relations between social self-efficacy and life satisfaction. Psicologia: Reflexão e Crítica, 34.

Setembro é o mês de valorização da vida e de prevenção ao suicídio. No mundo, o suicídio é a terceira causa de morte ent...
21/09/2019

Setembro é o mês de valorização da vida e de prevenção ao suicídio. No mundo, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Mas a Organização Mundial da Saúde estima que 90% dos casos podem ser evitados. Como? Buscando informação, apoio e, acima de tudo, não evitando o tema. Setembro amarelo: falar sobre o assunto é sempre a melhor solução!

Por: LUCIANA MOREIRA DE ÁVILA

Vergonha excessiva? Ansiedade só em pensar em interagir ou se expor socialmente? Saiba mais sobre o transtorno de ansied...
30/07/2019

Vergonha excessiva? Ansiedade só em pensar em interagir ou se expor socialmente?

Saiba mais sobre o transtorno de ansiedade social
Por Lauren Bulcão Terroso

Pensando racionalmente, as situações sociais não são perigosas, uma vez que não representam um perigo real para a nossa sobrevivência. Porém, o medo nestas ocasiões associado a sintomas fisiológicos (como taquicardia, suor excessivo, tremores, entre outros), o receio de que outros percebam estes sintomas, além de hesitar em fazer contato social, são alguns sintomas do que chamamos de Transtorno de Ansiedade Social (TAS- antigamente denominado Fobia Social). Estima-se que nos Estados Unidos cerca de 7% da população sofra deste transtorno. As pessoas acometidas sentem intensa ansiedade frente a um evento que envolva exposição social, preocupando-se antes e durante a situação através de pensamentos do tipo: “minha desenvoltura será um fracasso” “não saberei como agir” “todos estão me olhando e criticando”. Muitos destas pessoas acabam, também, dispendendo tempo após o evento fazendo uma avaliação negativa do seu desempenho (“falei bobagens”, “não fui atraente”, etc.). As principais situações que desencadeiam este tipo de pensamento são: apresentações de trabalhos ou palestras (falar em público), novo ambiente social ou profissional, encontros românticos, etc. As características deste transtorno têm origem evolutiva, uma vez que para os nossos ancestrais o medo de pessoas estranhas colaborava para a preservação da espécie. Cabe salientar que o TAS também está presente no público infantil. Nesta direção, crianças com ansiedade social podem apresentar sintomas parecidos com os citados, além de choro, irritabilidade e agressividade frente às interações com pares.
A boa notícia é que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem excelentes resultados para este tipo de transtorno, sendo a abordagem mais eficaz para lidar com este problema. Um estudo realizado com pacientes portadores de TAS, que nunca haviam feito terapia antes, concluiu que a TCC teve ótimos resultados, já que após as sessões, os participantes foram novamente expostos a eventos sociais e acabaram percebendo tais situações como menos ameaçadoras (sentindo menos ansiedade).
Esta pesquisa também demonstrou efeito da TCC na diminuição da ativação de áreas cerebrais relacionadas ao medo durante a exposição dos sujeitos à ocasião previamente temida. Ademais, o estudo comprovou que a TCC possui efeito tão bom quanto o da medicação para este transtorno já que, através das técnicas desta abordagem, os pacientes aprendem a perceber os eventos sociais de forma mais adaptativa.

Furmark, T., Tillfors, M., Marteinsdottir, I., Fischer, H., Pissiota, A., Långström, B., & Fredrikson, M. (2002). Common changes in cerebral blood flow in patients with social phobia treated with citalopram or cognitive-behavioral therapy. Archives of general psychiatry, 59(5), 425-433.

Leahy, R. L. (2012). Livre de ansiedade. Artmed Editora.

15/05/2019

ATENÇÃO, PELOTAS E REGIÃO!

Últimos dias para inscrições no Workshop sobre Terapia Cognitiva Focada em Esquemas - desafios clínicos.

👨‍🏫 Ministrante: Prof. Dr. Ricardo Wainer, mestre e doutor em Psicologia e Terapeuta do Esquema com certificação avançada pela ISST.

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01 de junho, das 08h30 às 13h
Hotel Jacques Georges - Pelotas/RS.

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E-mail: contato@wainerpsicologia.com.br
Telefone: (51) 3332.3877 / (51) 99523.7689

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Devemos deixar as crianças ganharem sempre? (Por Lauren Bulcão Terroso)Jogar com as crianças é um importante fator quand...
11/05/2019

Devemos deixar as crianças ganharem sempre?

(Por Lauren Bulcão Terroso)

Jogar com as crianças é um importante fator quando queremos contribuir para o bem-estar delas. O brincar com os pais ou cuidadores, além de fortalecer o vínculo, melhora o desenvolvimento cognitivo e social dos pequenos.
Neste sentido muitos se deparam com a seguinte questão: Devo deixar meu filho (a) ganhar sempre? A resposta é: Não!
Não se deve deixar as crianças sempre ganhar nos jogos ou brincadeiras, pois desta maneira elas podem acabar tendo dificuldades para desenvolver uma habilidade crucial, que é a de tolerar frustrações. Quando a criança perde em um jogo, esta se vê obrigada a aceitar a sua derrota e a reconhecer que o outro teve um desempenho superior naquele momento. Assim, aumenta a chance de quando isso ocorrer (seja com os próprios familiares ou com amigos) a criança tenha maior facilidade para suportar. Dessa forma, esta aprende que às vezes ganha e às vezes perde e o jogo se torna um meio para o desenvolvimento da tolerância à frustração.
Estudo realizado com 206 adolescentes constatou que a baixa capacidade em lidar com frustrações é um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas de ansiedade e transtornos alimentares. Além disso, sujeitos que apresentam dificuldade excessiva para lidar com eventos estressantes estão mais vulneráveis a sintomas depressivos.
Portanto, ao ganhar de uma criança em uma partida, apesar da possível manifestação de raiva ou tristeza que ela apresentará, se torna uma importante contribuição para o desenvolvimento sócio-emocional dela.

http://terapiacognitivapelotas.com.br/

- Referências:
Juarascio, A. S., Felton, J. W., Borges, A. M., Manasse, S. M., Murray, H. B., & Lejuez, C. W. (2016). An investigation of negative affect, reactivity, and distress tolerance as predictors of disordered eating attitudes across adolescence. Journal of adolescence, 49, 91-98.

Felton, J. W., Collado, A., Havewala, M., Shadur, J. M., MacPherson, L., & Lejuez, C. W. (2018). Distress tolerance interacts with negative life events to predict depressive symptoms across adolescence. Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology, 1-10.

24/12/2018
Parabéns a todos professores, essenciais em nossa caminhada na busca do conhecimento.
15/10/2018

Parabéns a todos professores, essenciais em nossa caminhada na busca do conhecimento.

Terapia com criança é só brincadeira? Aproveitamos a semana do dia da criança para esclarecer uma dúvida que frequenteme...
12/10/2018

Terapia com criança é só brincadeira?

Aproveitamos a semana do dia da criança para esclarecer uma dúvida que frequentemente chega aos psicoterapeutas que trabalham com o público infantil: Terapia com criança é só brincadeira? A resposta para esse questionamento é NÃO. A terapia (de cunho cognitivo-comportamental) para o público infanto-juvenil segue os mesmos princípios desta abordagem para adultos. A diferença se encontra na adaptação das técnicas que devem estar de acordo com o estágio do desenvolvimento em que o paciente se encontra. Dessa forma o uso de bonecos, brinquedos, jogos e materiais infantis são extremamente necessários para tornar o contexto terapêutico atrativo para a criança. Através desses instrumentos, as técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC) são adaptadas aos gostos e capacidade cognitiva do paciente estando sempre de acordo com o objetivo terapêutico. Ou seja, a TCC trabalha com metas, então se a criança está em tratamento para ansiedade, as técnicas empregadas devem ser direcionadas a este objetivo (reduzir a ansiedade da criança) assim como os recursos lúdicos utilizados. A criatividade do terapeuta torna-se essencial para fazer com que a criança, que deverá estar ciente do motivo pelo qual frequenta a terapia, se envolva no processo terapêutico. Portanto, o terapeuta cognitivo-comportamental que se dispõe a atender os pequenos pode usar diversos brinquedos e atividades divertidas para envolver seus pacientes, mas jamais utilizar as sessões somente com brincadeiras que não vão ao encontro das metas terapêuticas estabelecidas com a criança e cuidadores.

Texto por:
Equipe Terapia Cognitiva Pelotas - Lauren Terroso e Luciana Ávila
http://terapiacognitivapelotas.com.br/

28/10/2017

Sobre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças. Além das dificuldades de aprendizagem, é fundamental abordar os aspectos de auto-estima e socialização ! Assista o vídeo!

Limpezas exageradas, comportamentos repetitivos? Saiba mais sobre o TOC ! http://terapiacognitivapelotas.com.br/compulsi...
22/10/2017

Limpezas exageradas, comportamentos repetitivos? Saiba mais sobre o TOC !

http://terapiacognitivapelotas.com.br/compulsivo-toc/

LIMPEZAS EXAGERADAS, COMPORTAMENTOS REPETITIVOS? SAIBA MAIS SOBRE O TOC Por terapia Por Luciana Moreira de Ávila Preocupar-se excessivamente em lavar as mãos, checar diversas vezes se as portas, janelas e o gás ficaram fechados, fazer contagens desnecessárias, não conseguir desviar um pensamento neg...

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