03/12/2025
Não sei se sempre foi assim, mas me parece que ultimamente vivemos num mundo de aparências.
Um mundo onde criamos vitrines, embalagens… e moldamos quem somos de acordo com o que o outro espera.
Um antropólogo que gosto muito, quando foi perguntado sobre o que é a vida, respondeu:
“A vida é uma batalha por pertencimento.”
E é verdade, estamos o tempo todo tentando pertencer…
Mas quando essa batalha vira só imagem, só performance, só embalagem… precisamos ter cuidado.
Porque existem áreas — como a da saúde — onde o que importa é o conteúdo, não a vitrine ao redor dele.
Eu trabalho com estética, e sei que muitos enxergam isso como algo superficial.
Mas a estética, quando pensada como autocuidado e bem-estar,
é parte da saúde.
É parte da saúde mental.
E, de quebra, também faz parte desse desejo humano de pertencer.
A questão é:
até onde vamos lutar para caber?
Até onde vamos deixar que a “embalagem” defina quem somos ou o valor que temos?
Aqui dentro das redes, vejo uma batalha de egos.
Vejo profissionais sendo medidos pela quantidade de seguidores, pela roupa que usam, pela vitrine que constroem…
como se competência coubesse num filtro.
Mas saúde não é catálogo.
E estética não precisa ser padronizada; ela pode ser cuidadosa, sensível às diferenças,
focada na beleza singular de cada pessoa.
E por falar em saúde…
A partir de agora, quero compartilhar mais com vocês.
Quero falar sobre odontologia hospitalar, implantodontia, reabilitação oral, laserterapia, doenças bucais.
Quero trazer ciência, fisiologia, prevenção e cuidado. De uma forma didática, pra que você conheça melhor o seu corpo e entenda o que acontece.
A estética continua aqui — porque eu amo essa área —
mas ela não será mais o único foco.
No fim, pertencimento não deveria custar tanto.
E o que vale, de verdade, geralmente não tá na embalagem.
Tá no conteúdo.