17/04/2020
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𝐄𝐧𝐭𝐞𝐧𝐝𝐚 𝐨 𝐚𝐭𝐫𝐢𝐭𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐁𝐨𝐥𝐬𝐨𝐧𝐚𝐫𝐨 𝐞 𝐌𝐚𝐧𝐝𝐞𝐭𝐭𝐚.
O objetivo de Mandetta era ajudar Bolsonaro, se o presidente tivesse um pouco mais de perspicácia, poderia ter ganhado destaque com o nome e trabalho do ministro. Porém, quando passou a se destacar na mídia, o ministro virou um probelma, visto que a grande mídia a qual o presidente ataca destaca o Ministro com mérito pelo trabalho.
Pensamento de Mandetta. Preocupado com colapso na saúde pública, o ministro, então, recomendou o isolamento social. O fato é que o isolamento social gera consequências para a economia, assim, os especuladores e investidores começaram a pressionar Bolsonaro.
A ideia de Mandetta era que, na medida em que o sistema de saúde estivesse preparado para lidar com o aumento de casos, pudesse afrouxar o isolamento social gradativamente. Processo adotado por praticamente todos os países do mundo.
Para Bolsonaro, a doença passou a ser usada pelos governadores e prefeitos como arma política e como medida de atingirem o seu governo. Em vez de estruturar uma política de controle da Saúde e avanço gradativo da economia, como sempre, Bolsonaro resolveu criar polêmica.
Mandetta passou a ter destaque Mundial por agir de forma correta no governo que até o momento só apresentava polêmicas. Isso fez com que ele ganhasse destaque na mídia. Bolsonaro então questiona se Mandetta é mais importante do que ele e volta a defender o fim do isolamento social. Numa reunião para dizer a Mandetta que quem manda é ele, Bolsonaro ouve do Ministro se ele estaria preparado para contar os mortos.
Bolsonaro resolve sair com um discurso de que a fome mataria mais e que era preciso buscar o fim do isolamento social.
Pressionado por investidores e especuladores, Bolsonaro faz um discurso em rede nacional que gera uma grande repercussão negativa. Tentando consertar a tragédia social causada por seu discurso, poucos dias depois, ele faz um discurso com teor totalmente diferente: destaca o trabalho do ministro, destaca o papel dos governadores e prefeitos e propõe união. No entanto, esse era o projeto traçado por Mandetta no início da pandemia. Ficou parecendo então que o presidente havia adotado a ideia do ministro.
Recebendo críticas internas, Bolsonaro, então, resolve mais uma vez contrariar a própria fala estimulando manifestações, expondo-se em público em aglomerações, indo de encontro a tudo que havia dito no seu discurso, voltando a defender o fim do isolamento social.
Acuado e sem saída, Bolsonaro tenta transferir para prefeitos e governadores a responsabilidade pela crise na saúde e na economia, automaticamente os meios de comunicação e os governadores reagem, dizendo que a responsabilidade era do presidente.
Em busca de uma medida social para auxiliar as pessoas mais carentes na quarentena, a equipe econômica é pressionada a desenvolver algum programa de emergência, então o governo sugere o valor de R$ 200 para tais pessoas. Esse valor é insuficiente para manter qualquer família, o que forçaria as pessoas a saírem do isolamento social. O congresso, portanto, resolve ampliar para R$ 600, valor que parece no limite da suficiência, assistir por um tempo a essas famílias.
O governo, então, demora em liberar o recurso esperando que a situação social se torne uma forma de pressão e faça com que as pessoas busquem voltar ao trabalho e se exponham ao vírus. Grupos de apoio ao governo realizam carreatas, pedindo o fim do isolamento social e dizendo que a doença é um golpe de esquerda.
Criticado e pressionado mais uma vez, Bolsonaro apela para o discurso da hidroxicloroquina, a ideia dele era: dizer que tem um remédio e que, portanto, poderíamos acabar com a quarentena. Motiva seus seguidores e apoiadores a destacar a medicação, no entanto, os órgãos fiscalizadores e o meio científico vai na contramão do discurso de Bolsonaro. A hidroxicloroquina não se mostra eficaz como se dizia e Bolsonaro mais uma vez se vê acuado.
Bolsonaro, logo, decide demitir o ministro da saúde, no entanto, a repercussão é negativa e ele recua mais uma vez. O ministro continua defendendo as medidas de isolamento social e a busca de equipamento para ampliar a capacidade do SUS. O presidente continua se comportando em defesa do fim do isolamento social.
Bolsonaro, então, tenta tirar dos governadores e prefeitos o direito de manter em quarentena estados e municípios. Os órgãos superiores logo intervêm, impedem essa manobra.
Isolado e perdendo espaço Bolsonaro, por fim, anuncia que vai demitir o ministro, no entanto, não faz de imediato, esperando para ver qual será a repercussão. Insatisfeito com a forma como o presidente o trata, o ministro dá uma entrevista dizendo que "o povo não sabe se escuta o presidente ou o ministro". Bolsonaro, então, se irrita definitivamente com Mandetta, visto que ele deu entrevista para uma emissora a qual o presidente considera como inimiga.
A ideia de Bolsonaro é buscar alguém que possa fazer um discurso que aparente preocupação com a pandemia, mas que na prática adote as orientações do governo: afrouxamento do isolamento social e retorno da atividade econômica independente de quantas pessoas irão morrer.