22/01/2025
Ontem fui no Beatles em Concerto. Aproveito para indicar este espetáculo que faz parte do Porto Verão Alegre 😁, mas já adianto: prepare-se! 😜
Cheguei lá, confesso, esperando uma apresentação mais familiar, uma música com voz, algo que eu pudesse reconhecer imediatamente. Mas não havia voz. Havia apenas som, diferentes sons, imagens, movimentos, histórias..E isso exigiu que eu me desfizesse de tudo que conhecia. Foi nesse momento que algo mais sutil aconteceu: um outro olhar, outra escuta, sem a distração do “esperar por algo”. Fui integrada àquela experiência, como se as notas me levassem para um lugar interno que eu ainda não tinha visitado. Foi realmente “espetacular”. 🥰
🎼Mas sigo no que me suscitou: ao observar cada músico e seu instrumento, notei que cada um tinha seu espaço, sua singularidade, sua contribuição única. E, ao mesmo tempo, aquela individualidade não se perdia. Ela se transformava em algo maior, que só existia quando tudo estava em sintonia.
Então, me perguntei: seria assim também nas relações? Cada um de nós com o seu instrumento – sua história, seus dons, seus desafios trabalhando para encontrar o próprio tom e, ao mesmo tempo, compondo algo com o outro? Talvez as melhores relações sejam como essa música: um encontro em que o espaço individual não se anula, mas enriquece o todo. Esperamos que o encontro entre analista e paciente também seja assim.
Isso tudo me levou aos princípios da psicanálise vincular - que cada vez faz mais sentido para mim, pois ela promulga exatamente isso: é no encontro que algo muda. Não é só repetição, e sim a possibilidade de algo novo ocorrer. 🙌
Ahhh é só posso agradecer ao querido .potthoff por ter me possibilitado esse momento incrível! 👏👏👏 Aproveite! Corre assistir!